Artigos escritos durante o mês de: agosto 2013

“Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” * – Luiz Guimarães

11 ago / 2013
Escrito por Luiz Pessoa Guimarães

A compreensão desta passagem implica no estudo e conhecimento prévio do Salmo 22. Neste Salmo, vemos o médium (Davi), descrevendo com suas palavras e sentimentos a visão profética do evento da Crucificação, algumas dezenas de séculos antes da ocorrência do mesmo.
No Salmo 22, v 1 são estas as expressões do Salmista: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?, por que te alongas das palavras do meu bramido, e não me auxilias.”. v 16 “….traspassaram-me as mãos e os pés.”. v 18 “Repartem entre si os meus vestidos, e lançam sortes sobre a minha túnica.” Aqui estão registradas as impressões do médium diante de sua visão: o Filho de Deus enviado ao mundo para salvar o povo de Deus, sendo morto na cruz. Deus o desamparou e em consequência conseguiram matá-lo. Deus não conseguiu evitar e a expressão foi a decepção de Davi em função daquilo que ele via, um profeta sendo desamparado por Deus: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” Palavras de Davi procurando interpretar o sentimento do profeta que estaria sendo crucificado.
Nos Evangelhos de Mateus 27,v 46 e Marcos 15, v 4 temos o registro da expressão “Meu Deus, Meu Deus, por que me desamparaste?”. Nos Evangelhos de Lucas 23, v 46 e S.João 19,v 30 não há o registro desta expressão. Nos quatro evangelhos, Mateus 27, v 35; Marcos 15, v 24; Lucas 23, v 34 e S.João 19, v 24 são registradas as cenas referentes à disputa da túnica pelos soldados romanos, confirmando a visão profética do médium Davi.
Jesus já em outras ocasiões evocara a Escritura pois se utiliza dos valores e referências judaicas; a Lei, a Escritura, O Tanach. Em João 10, v 33 a 36 “Os Judeus responderam, dizendo-lhe: Não te apedrejamos por alguma obra boa, mas pela blasfêmia porque sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo. Respondeu-lhes Jesus: Não esta escrito na vossa lei: Eu disse: Sois deuses?. Pois se a lei chamou deuses aqueles a quem a palavra de Deus foi dirigida (e a Escritura não pode ser anulada). Aquele a quem o Pai santificou, e enviou ao mundo, vós dizeis: Blasfemas porque disse: Sou Filho de Deus?,” referindo-se ao Salmo 82,v 6.
Portanto, Jesus recitou o Salmo 22 que profetizou, descreveu o término da sua Missão; na visão do médium Davi que interpretou a cena que assistia e como estaria se sentindo Jesus que na sua avaliação estaria sendo abandonado por Deus; como outras partes da Escritura haviam previsto seu nascimento e várias passagens da sua Missão.
Não poderíamos deixar de lembrar ao final deste artigo segundo o Espiritismo, as palavras de Kardec na introdução da Gênese: “Generalidade e concordância no ensino, esse o caráter essencial da doutrina, a condição mesma da sua existência, donde resulta que todo o princípio que ainda não haja recebido a consagração do controle da generalidade não pode ser considerado parte integrante dessa mesma doutrina. Será uma simples opinião isolada, da qual não pode o Espiritismo assumir a responsabilidade.”
Posto isto, enfatizamos; esta é a nossa visão do assunto, existem outras. Nenhuma delas representa ainda a visão do Espiritismo sobre o assunto, porque falta a consagração do controle da generalidade. Nossa colaboração visa unicamente, tentar cooperar para que algum dia haja esta consagração sobre este tema.

Luiz Pessoa Guimarães
Link : http://www.vademecumespirita.com.br/goto/store/texto/279/deus-meu-deus-meu-por-que-me-desamparaste-

Bibliografia: A Bíblia Sagrada
Tradução de João Ferreira de Almeida
Imprensa Bíblica Brasileira.
1962 – 14ª Impressão.
Autor: Luiz Pessoa Guimarães

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135 – CAMINHO, VERDADE E VIDA (pelo Espírito Emmanuel)  123 ESPERAR EM CRISTO 

11 ago / 2013
Escrito por Alan Diniz

“Se  esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais  miseráveis de todos os homens.”
(I CORÍNTIOS, 15: 19) 
O exame do versículo fornece ao estudioso explicações muito claras. É natural confiar em Cristo e aguardar n’Ele, mas que dizer da angústia da
alma atormentada no círculo de cuidados terrestres, esperando egoisticamente que
Jesus lhe venha satisfazer os caprichos imediatos? Seria razoável contar com o Senhor tão­só nas expressões passageiras da vida fragmentária? É indispensável descobrir a grandeza do conceito de “vida”, sem confundi­ 
lo com “uma vida”. Existir não é viajar  da zona de infância, com escalas pela juventude, madureza e velhice, até ao porto da morte; é participar da Criação pelo sentimento e pelo raciocínio, é ser alguém e alguma coisa no concerto do Universo. Na condição de encarnados, raros assuntos confundem tanto como os da morte, interpretada erroneamente como sendo o fim daquilo que não pode desaparecer. É imprescindível, portanto, esperar em Cristo com a noção real da
eternidade. A filosofia do imediatísmo, na Terra, transforma os homens em crianças. Não vos prendais à idade do corpo físico, às circunstâncias e condições
transitórias. Indagai da própria consciência se permaneceis com Jesus. E aguardai o 
futuro, amando e realizando com o bem, convicto de que a esperança legítima não é
repouso e, sim, confiança no trabalho incessante

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Alimento Espiritual

11 ago / 2013
Escrito por Geraldo de Tarso

Emmanuel nos diz na introdução do livro Vinha de Luz que “… cada criatura procura o alimento espiritual que lhe corresponde à posição evolutiva.”
Essa afirmação do iluminado guia espiritual nos faz entender que, assim como o corpo físico necessita do alimento material para o seu equilíbrio orgânico e sua sobrevivência, assim também o corpo espiritual necessita de alimentos específicos e próprios para o seu equilíbrio espiritual e suas múltiplas funções.
Muitos se alimentam mal em nosso mundo terreno, levando o corpo físico a conseqüências desastrosas, dando origem ou perpetuando desequilíbrios orgânicos, que se transformam em doenças, de difícil reparação. Ampliando o sentido dessa nutrição, espiritualizando o comentário, Emmanuel nos esclarece que “há sofredores inveterados… que se enclausuram em nuvens negras. Suprem a mente de torturas contínuas…” Em seguida acrescenta que existem “temperamentos enfermiços que sorvem tóxicos intelectuais.”
Sobre o mal alimento do espírito, o respeitável guia ainda nos informa que: “…há quem se nutra de tristeza, de insulamento, de prazer barato, de revolta, de conflitos, de cálculos, de aflições, de mentiras…”
Em vista disso, entendemos que no mundo espiritual também necessitamos de alimentos, que nos permitam desfrutar dos melhores meios e das melhores condições. A ciência médica já nos ofereceu todas as informações sobre os melhores e mais completos alimentos, necessários à vida material. Entretanto, naturalmente surge a pergunta: Quais seriam os melhores alimentos espirituais ? Onde encontrá-los ? E como utilizá-los ?
O corpo espiritual necessita de alimento espiritual. Sabemos que no outro lado da vida o Complexo Mental do Espírito é prevalente, mais atuante e mais determinante, promovendo conseqüências mais perceptíveis e quase instantâneas.
O alimento espiritual deve atuar no Complexo Mental do Espírito, oferecendo substâncias específicas que lhe permitam “nutrir-se” de boas energias, que lhe fortaleçam os bons pensamentos, que lhe permitam a harmonia íntima e uma maior identificação com a Inteligência Soberana que mantém a vida.
O bom alimento do espírito deve ser o bom pensamento, que lhe nutre a mente de energias harmoniosas. A boa vontade deve ser o veículo por onde caminham os bons pensamentos. Uma boa dupla: Bom pensamento + Boa Vontade.
Um outro bom alimento do espírito deve ser a boa intenção, que lhe sustenta o bom desejo e os melhores sonhos. O trabalho deve ser o veículo por onde caminham as boas intenções. Uma outra boa dupla: Boa Intenção + Trabalho.
Certamente, a nutrição do espírito passa por outros caminhos mais complexos, obedecendo uma fisiologia própria, específica da natureza espiritual.

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Reconhece-se a árvore pelo fruto

4 ago / 2013
Escrito por Alan Diniz

CONHECE-SE A ÁRVORE PELO FRUTO
1. A árvore que produz maus frutos não é boa e a árvore que produz bons frutos não é má; – porquanto, cada árvore se conhece pelo seu próprio fruto. Não se colhem figos nos espinheiros, nem cachos de uvas nas sarças. – O homem de bem tira boas coisas do bom tesouro do seu coração e o mau tira as más do mau tesouro do seu coração;
porquanto, a boca fala do de que está cheio o coração. (S. LUCAS, 6:43 a 45.)
2. Guardai-vos dos falsos profetas que vêm ter convosco cobertos de peles de ovelha e que por dentro são lobos rapaces. – Conhecê-los-eis pelos seus frutos. Podem colher-se uvas nos espinheiros ou figos nas sarças? – Assim, toda árvore boa produz bons frutos e toda árvore má produz maus frutos. – Uma árvore boa não pode produzir frutos maus e uma árvore má não pode produzir frutos bons. – Toda árvore que não produz bons frutos será cortada e lançada ao fogo. – Conhecê-la-eis, pois, pelos seus frutos. (S.MATEUS, 7:15 a 20.)

3. Tende cuidado para que alguém não vos seduza; – porque muitos virão em meu nome, dizendo: “Eu sou o Cristo”, e seduzirão a muitos.
Levantar-se-ão muitos falsos profetas que seduzirão a muitas pessoas; – e porque abundará a
iniqüidade, a caridade de muitos esfriará. – Mas aquele que perseverar até ao fim se salvará.
Então, se alguém vos disser: O Cristo está aqui,ou está ali, não acrediteis absolutamente; – porquanto falsos Cristos e falsos profetas se levantarão e farão grandes prodígios e coisas de espantar, ao ponto de seduzirem, se fosse possível, os
próprios escolhidos. (S. MATEUS, 24:4, 5, 11 a 13, 23 e
24; S. MARCOS, 13:5, 6, 21 e 22.)

Texto Extraído do Livro Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec – FEB

 

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Livro: Caminho, verdade e vida – Item 117 – Terra Proveitosa

4 ago / 2013
Escrito por Alan Diniz

117 TERRA PROVEITOSA
“Porque  a  terra  que  embebe  a  chuva,  que  cai  muitas  vezes sobre ela, e produz erva proveitosa para aqueles por quem  é lavrada, recebe a bênção de Deus.”
Paulo (HEBREUS, 6: 7)
Os discípulos do Cristo encontrarão sempre grandes lições, em contacto  com o livro da Natureza. O convertido de Damasco refere­se aqui à terra proveitosa que produz
abundantemente, embebendo­se da chuva que cai, incessante, na sua superfície,
representando o vaso predileto de recepção das bênçãos de Deus. Transportemos o símbolo ao país dos corações. Somente aqueles espíritos, atentos aos benefícios espirituais, que chovem diariamente do céu, são suscetíveis de produzir as utilidades do serviço divino, guardando as bênçãos do Senhor. Não que o Pai estabeleça prerrogativas injustificáveis. Sua proteção  misericordiosa estende­se a todos, indistintamente, mas nem todos a recebem, isto é,
inúmeras criaturas se fecham no egoísmo e na vaidade, envolvendo o coração em
sombras densas. Deus dá em todo tempo, mas nem sempre os filhos recebem, de pronto, as dádivas paternais. Apenas os corações que se abrem à luz espiritual, que se deixam
embeber pelo orvalho divino, correspondem ao ideal do Lavrador Celeste. O Altíssimo é o Senhor do Universo, sumo dispensador de bênçãos a todas as criaturas. No planeta terreno, Jesus é o Sublime Cultivador. O coração humano é
a terra. Cumpre­nos, portanto, compreender que não se lavra o solo sem retificá­lo  ou sem feri­lo e que somente a terra tratada produzirá erva proveitosa, alimentando e beneficiando na Casa de Deus, atendendo, destarte, a esperança do horticultor.

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