Artigos escritos durante o mês de: outubro 2013

O DIVÓRCIO – Cap XXII – Item 5 – Evangelho Segundo o Espiritismo

27 out / 2013
Escrito por Alan Diniz

5. O divórcio é lei humana que tem por objeto separar legalmente o que já, de fato, está separado. Não é contrário à lei de Deus, pois que apenas reforma o que os homens hão feito e só é aplicável nos casos em que não se levou em conta a lei divina. Se fosse contrário a essa lei, a própria Igreja seria obrigada a considerar prevaricadores aqueles de seus chefes que, por autoridade própria e em nome da religião, hão imposto o divórcio em mais de uma ocasião. E dupla seria aí a prevaricação, porque, nesses casos, o divórcio há objetivado unicamente interesses materiais e não a satisfação da lei de amor.Mas, nem mesmo Jesus consagrou a indissolubilidade absoluta do casamento. Não disse ele: “Foi por causa da dureza dos vossos corações que Moisés permitiu despedísseis vossas mulheres”? Isso significa que, já ao tempo de Moisés, não sendo a afeição mútua a única determinante do casamento, a separação podia tornar-se necessária. Acrescenta, porém: “no princípio, não foi assim”, isto é, na origem da Humanidade, quando os homens ainda não estavam pervertidos pelo egoísmo e pelo orgulho e viviam segundo a lei de Deus, as uniões, derivando da simpatia, e não da vaidade ou da ambição, nenhum ensejo davam ao repúdio. Vai mais longe: especifica o caso em que pode dar-se o repúdio, o de adultério. Ora, não existe adultério onde reina sincera afeição recíproca. É verdade que ele proíbe ao homem desposar a mulher repudiada; mas, cumpre se tenham em vista os costumes e o caráter dos homens daquela época. A lei moisaica, nesse caso, prescrevia a lapidação. Querendo abolir um uso bárbaro, precisou de uma penalidade que o substituísse e a encontrou no opróbrio que adviria da proibição de um segundo casamento. Era, de certo modo, uma lei civil substituída por outra lei civil, mas que, como todas as leis dessa natureza, tinha de passar pela prova do tempo.

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QUE É A CARNE? – 13 – Caminho, Verdade e Vida – Emmanuel

27 out / 2013
Escrito por Alan Diniz

“Se  vivemos  em  Espírito,  andemos  também  em  Espírito.”  Paulo (GÁLATAS, 5: 25) 
Quase  sempre,  quando  se  fala  de  espiritualidade,  apresentam-­se  muitas  pessoas que se queixam das exigências da carne.  É  verdade  que  os  apóstolos  muitas  vezes  falaram  de  concupiscências  da arne, de seus criminosos impulsos e nocivos desejos. Nós mesmos, freqüentemente,  nos sentimos na necessidade de aproveitar o símbolo para tornar mais acessíveis as
lições  do  Evangelho.  O  próprio  Mestre  figurou  que  o  espírito,  como  elemento  divino, é forte, mas que a carne, como expressão humana, é fraca.  Entretanto, que é a carne?  Cada  personalidade  espiritual  tem  o  seu  corpo  fluídico  e  ainda  não  percebestes,  porventura,  que  a  carne  é  um  composto  de  fluídos  condensados?  Naturalmente,  esses  fluídos,  em  se  reunindo,  obedecerão  aos  imperativos  da  existência terrestre, no que designais por lei de hereditariedade; mas, esse conjunto é  passivo  e  não  determina  por si. Podemos figurá-­lo  como  casa terrestre,  dentro  da  qual o espírito é dirigente, habitação essa que tomará as características boas ou más  de seu possuidor.  Quando falamos  em  pecados  da  carne,  podemos traduzir a  expressão  por faltas devidas à condição inferior do homem espiritual sobre o planeta.  Os  desejos  aviltantes,  os  impulsos  deprimentes,  a  ingratidão,  a  má ­fé, o traço do traidor, nunca foram da carne.  É  preciso  se  instale  no  homem  a  compreensão  de  sua  necessidade  de  autodomínio,  acordando-­lhe  as  faculdades  de  disciplinador  e  renovador  de  si  mesmo, em Jesus Cristo.  Um  dos maiores  absurdos  de  alguns  discípulos  é  atribuir  ao  conjunto  de  células  passivas,  que  servem  ao  homem,  a  paternidade  dos  crimes  e  desvios  da  Terra, quando sabemos que tudo procede do espírito.

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Valores de uma Sociedade

27 out / 2013
Escrito por Geraldo de Tarso

 

A vida na Terra tem um contexto próprio, particular aos sentidos físicos, com regras e mandamentos que lhe definem o modo de viver. Nesse palco de emoções as civilizações nasceram e tiveram seus próprios destinos, desenvolvendo culturas e criando hábitos que se cristalizaram nos costumes das sociedades.

A vida na atmosfera espiritual também tem seu próprio contexto, ambiente onde prevalecem os sentidos espirituais, onde as atitudes dessas comunidades são desdobramentos naturais da reflexão e da sensibilidade, onde a Lei de Causa e Efeito se expressa de maneira mais perceptível. Cultua-se o perdão, porque entende-se que a paz é o caminho, e desenvolve-se a fraternidade como regra de felicidade.

Valores de uma vida passageira que se chocam com valores eternos do espírito. O transitório e o definitivo, a ilusão e a realidade, o que fica e o que vai, a matéria e o espírito.

Enquanto a vida no corpo tem o predomínio da transitoriedade e das ilusões fugazes, do desejo de posse e da matéria comandando as decisões, no plano dos sentidos maiores o sentimento do Amor é uma realidade buscada, definitiva e nobre. O espírito se expande e vai mais além, num campo de ação que segue para o infinito.

Assim compreendendo, as leis e regras do mundo terreno valem por um tempo, enquanto o orgulho e o egoísmo lhe patrocinam as exigências. As leis terrenas passarão!…

Enquanto a transitoriedade da vida terrena luta contra a imposição da morte, a grandeza da vida espiritual estende mãos fraternas aos mortos que chegam do mundo para ganhar mais vida!… As leis que ordenam a vida depois da grande passagem evidenciam uma Inteligência Soberana, unindo destinos pela atração irresistível do Amor. Nesse clima de valores maiores, a atmosfera espiritual tem o sentido de eternidade, porque são conseqüências naturais das Leis que regulam o equilíbrio do Universo.

O Mundo dos efeitos e o mundo das causas, o mundo terreno e a sociedade espiritual, as leis que passam e as leis que permanecem. Enquanto o homem terreno vê com os olhos, age por conveniências estabelecidas e cultua o prazer transitório da matéria, o Espírito imortal enxerga com a sua própria sensibilidade, entende com a luz da inteligência, que lhe clareia a razão, age por identidade de pensamentos e, dessa maneira, permite que o Amor lhe inspire os passos e as atitudes.

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Programa exibido em 20/10/2013

20 out / 2013
Escrito por Administrador

 

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CAPÍTULO XXII – Evangelho Segundo o Espiritismo – Não separeis o que Deus juntou

20 out / 2013
Escrito por Alan Diniz

INDISSOLUBILIDADE DO CASAMENTO


1. Também os fariseus vieram ter com ele para o tentarem e lhe disseram: Será permitido a um
homem despedir sua mulher, por qualquer motivo?
– Ele respondeu: Não lestes que aquele que criou o homem desde o princípio os criou macho
e fêmea e disse: – Por esta razão, o homem deixará seu pai e sua mãe e se ligará à sua mulher
e não farão os dois senão uma só carne? – Assim, já não serão duas, mas uma só carne. Não
separe, pois, o homem o que Deus juntou.
Mas, por que então, retrucaram eles, ordenava Moisés que o marido desse à sua mulher um
escrito de separação e a despedisse? – Jesus respondeu: Foi por causa da dureza do vosso coração que Moisés permitiu despedísseis vossas mulheres; mas, no começo, não foi assim. – Por isso eu vos declaro que aquele que despede sua mulher, a não ser em caso de adultério, e desposa outra, comete adultério; e que aquele que desposa a mulher que outro despediu também comete adultério. (S. MATEUS, 19:3 a 9.)

2. Imutável só há o que vem de Deus. Tudo o que é obra dos homens está sujeito a mudança. As leis da Natureza são as mesmas em todos os tempos e em todos os países.
As leis humanas mudam segundo os tempos, os lugares e o progresso da inteligência. No casamento, o que é de ordem divina é a união dos sexos, para que se opere a substituição
dos seres que morrem; mas, as condições que regulam essa união são de tal modo humanas, que não há, no mundo inteiro, nem mesmo na cristandade, dois países onde elas sejam absolutamente idênticas, e nenhum onde não hajam, com o tempo, sofrido mudanças. Daí resulta que, em face da lei civil, o que é legítimo num país e em dada época, é adultério noutro país e noutra época, isso pela razão de que a lei civil tem por fim regular os interesses das famílias, interesses que variam segundo os costumes e as necessidades locais. Assim é, por exemplo, que, em certos países, o casamento religioso é o único legítimo; noutros é
necessário, além desse, o casamento civil; noutros, finalmente, este último casamento basta.

3. Mas, na união dos sexos, a par da lei divina material,comum a todos os seres vivos, há outra lei divina, imutável como todas as leis de Deus, exclusivamente moral: a lei de amor. Quis Deus que os seres se unissem não só pelos laços da carne, mas também pelos da alma, a fim de que a afeição mútua dos esposos se lhes transmitisse aos filhos e que fossem dois, e não um somente, a amá-los, a cuidar deles e a fazê-los progredir. Nas condições ordinárias do casamento, a lei de amor é tida em consideração? De modo nenhum. Não se leva em conta a afeição de dois seres que, por sentimentos recíprocos, se atraem um para o outro,visto que, as mais das vezes, essa afeição é rompida. O de que se cogita, não é da satisfação do coração e sim da do orgulho, da vaidade, da cupidez, numa palavra: de todos os interesses materiais. Quando tudo vai pelo melhor consoante esses interesses, diz-se que o casamento é de conveniência e, quando as bolsas estão bem aquinhoadas, diz-se que os esposos igualmente o são e muito felizes hão de ser. Nem a lei civil, porém, nem os compromissos que ela faz se contraiam podem suprir a lei do amor, se esta não preside à união, resultando, freqüentemente, separarem-se por si mesmos os que à força se uniram; torna-se um perjúrio, se pronunciado como fórmula banal, o juramento feito ao pé do altar. Daí as uniões infelizes, que acabam tornando-se criminosas, dupla desgraça que se evitaria ao estabelecerem-se as condições do matrimônio, se não abstraísse da única que o sanciona aos olhos de Deus: a lei de amor. Ao dizer Deus: “Não sereis senão uma só carne”, e quando Jesus disse: “Não separeis o que Deus uniu”, essas palavras se devem entender com referência à união segundo a lei imutável de Deus e não segundo a lei mutável dos homens.

4. Será então supérflua a lei civil e dever-se-á volver aos casamentos segundo a Natureza? Não, decerto. A lei civil tem por fim regular as relações sociais e os interesses das famílias, de acordo com as exigências da civilização; por isso, é útil, necessária, mas variável. Deve ser previdente,porque o homem civilizado não pode viver como selvagem;
nada, entretanto, nada absolutamente se opõe a que ela seja um corolário da lei de Deus. Os obstáculos ao cumprimento da lei divina promanam dos prejuízos e não da lei civil. Esses prejuízos, se bem ainda vivazes, já perderam muito do seu predomínio no seio dos povos esclarecidos; desaparecerão com o progresso moral que, por fim, abrirá
os olhos aos homens para os males sem conto, as faltas, mesmo os crimes que decorrem das uniões contraídas com vistas unicamente nos interesses materiais. Um dia perguntar-
se-á o que é mais humano, mais caridoso, mais moral: se encadear um ao outro dois seres que não podem viver juntos, se restituir-lhes a liberdade; se a perspectiva de uma cadeia indissolúvel não aumenta o número de uniões irregulares.

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