Artigos escritos durante o mês de: novembro 2013

JESUS VEIO – Caminho, Verdade e Vida – Emmanuel – Capitulo 8

24 nov / 2013
Escrito por Alan Diniz

“Mas  aniquilou-­se  a  si  mesmo,  tomando  a  forma  de  servo, fazendo-­se semelhante aos homens.” Paulo. (FILIPENSES, 2: 7.) 
Muitos  discípulos  falam  de  extremas  dificuldades  por  estabelecer  boas  obras  nos  serviços  de  confraternização  evangélica,  alegando  o  estado  infeliz  de
ignorância em que se compraz imensa percentagem de criaturas da Terra.  Entretanto, tais reclamações não são justas.  Para  executar  sua  divina  missão  de  amor,  Jesus  não  contou  com  a colaboração imediata de Espíritos aperfeiçoados e compreensivos e, sim, “aniquilou-­  se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-­se semelhante aos homens”.  Não  podíamos ir ter  com  o Salvador,  em sua  posição sublime; todavia,  o  Mestre veio até nós, apagando temporariamente a sua auréola de luz, de maneira a  beneficiar­nos sem traços de sensacionalismo.  O exemplo de Jesus, nesse particular, representa lição demasiado profunda.  Ninguém  alegue  conquistas  intelectuais  ou  sentimentais  como  razão  para desentendimento com os irmãos da Terra.  Homem  algum  dos  que  passaram  pelo  orbe  alcançou  as  culminâncias  do Cristo.  No  entanto,  vemo­lo  à  mesa  dos  pecadores,  dirigindo­se  fraternalmente  a  meretrizes, ministrando seu derradeiro testemunho entre ladrões.  Se teu próximo não pode alçar­se ao plano espiritual em que te encontras,  podes ir ao encontro dele, para o bom serviço da fraternidade e da iluminação, sem  aparatos que lhe ofendam a inferioridade.  Recorda a demonstração do Mestre Divino.  Para  vir  a  nós,  aniquilou  a si  próprio, ingressando  no mundo  como filho  sem berço e ausentando­se do trabalho glorioso, como servo crucificado.

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O Sopro da Renovação

24 nov / 2013
Escrito por Geraldo de Tarso

            Há dois mil anos a Sociedade Judaica vivia em constante ebulição, seja no campo político ou no campo religioso. Vivia a tradição dos costumes, de maneira rigorosa, mesmo diante da ocupação romana.

A comunidade israelita vivenciava rituais seculares, onde havia o poder religioso dos Sacerdotes, que exerciam esse domínio com vigor e determinação, desencadeando ações políticas insinuantes e determinadas, com afrontas constantes ao domínio de César.

Nesse clima aquecido pelas constantes desavenças religiosas e políticas, onde a tradição judaica estava submetida pela força da águia romana surge Jesus, a personificação mais sublime do Amor. A serenidade do Mestre Galileu contrastava com o fervor da religiosidade dominante; trazia conceitos revolucionários para a época e ensinava, pelo exemplo, a necessidade da caridade e do perdão, inclusive chegando ao ponto de estender o perdão aos próprios inimigos.

A liderança pacífica e bondosa de Jesus sensibilizava a camada mais pobre daquela sociedade, e naturalmente iniciou-se um grande chamamento à todos aqueles que sofriam; a cada dia, seus seguidores aumentavam e m número e começava a fazer notícia em todas as regiões.

Quem era aquele homem que liderava uma doutrina de amor ? Como vivenciar o amor e a fraternidade numa sociedade tão diversa e heterogênea ? Como cultivar o perdão entre grupos que mal se toleravam, e que viviam em constantes guerras religiosas disfarçadas, em busca do poder temporal ?

Aquele atmosfera de mudança e renovação íntima contagiava os mais pobres, fazendo simpatizantes, inclusive, no meio político e administrativo de Jerusalém. Aos poucos, no centro religioso da Comunidade Judaica, Jesus era o personagem mais comentado.

Evidente que tão inovadora e surpreendente doutrina, baseada no amor e no perdão, incomodava o rigor das tradições judaicas. Esses conceitos de brandura e fraternidade tocavam o cerne daquelas doutrinas dominantes. Agitava-se ainda mais o meio político e religioso diante de tais demonstrações de Jesus.

Enquanto o Mestre Jesus alcançava o ponto maior de sua missão, curando doentes, ressuscitando mortos, consolando multidões, na surdina desponta um movimento da aristocracia dominante, com o intuito de aprisionar aquele homem.

Deram-lhe a cruz, sem perceberem que também davam ao mundo todo o mais completo e maior conjunto de pensamentos e ideais, que ganhariam mais destaques após a crucificação, permitindo a toda a humanidade buscar e conhecer Jesus um pouco mais.

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166 POSSES DEFINITIVAS – Caminho, Verdade e Vida – Emmanuel

17 nov / 2013
Escrito por Alan Diniz

“Eu  vim  para  que  tenham  vida,  e  a  tenham  em  abundância.”  Jesus (JOÃO, 10: 10) 
Se  a  paz  da  criatura não  consiste  na  abundância  do  que  possui  na Terra,  depende da abundância de valores definitivos de que a alma é possuída.  Em razão disso, o Divino Mestre veio até nós para que sejamos portadores  de vida transbordante, repleta de luz, amor e eternidade.  Em favor de nós mesmos, jamais deveríamos esquecer os dons substanciais  a serem amealhados em nosso próprio espírito.  No jogo de forças exteriores jamais encontraremos a iluminação necessária.  Maravilhosa é a primavera terrena, mas o inverno virá depois dela.  A mocidade do corpo é fase de embriagantes prazeres; no entanto, a velhice  não tardará.  O  vaso  físico  mais  íntegro  e  harmonioso  experimentará,  um  dia,  a  enfermidade ou a morte.  Toda  a manifestação  de  existência  na  Terra  é  processo  de  transformação  permanente.  É  imprescindível  construir  o  castelo  interior,  de  onde  possamos  erguer  sentimentos aos campos mais altos da vida.  Enche-­nos  Jesus  de  sua  presença  sublime,  não  para  que  possuam as facilidades  efêmeras, mas  para sermos  possuídos  pelas riquezas imperecíveis;  não para que nos cerquemos de favores externos e, sim, para concentrarmos em nós as  aquisições definitivas.  Sejamos portadores da vida imortal.  Não nos visitou o Cristo, como doador de benefícios vulgares. Veio ligar­  nos  a  lâmpada  do  coração  à  usina  do  Amor  de  Deus,  convertendo­nos  em  luzes
inextinguíveis.

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Valores Menores

17 nov / 2013
Escrito por Geraldo de Tarso

Ao longo da existência, muitas vezes, o homem caminha desatento a grandiosidade da vida. Quase sempre, seus olhos buscam apenas aquilo que os sentidos podem lhe oferecer. Não vai mais além!… Pouco se arrisca, pouco questiona.

Para uma grande população os cinco sentidos lhes bastam.

Escapa-lhe ao raciocínio que a vida deve ter um outro sentido, além daqueles que ele pode perceber. A vida é maior que o corpo físico, vai muito além!…

Um sentido maior envolve a vida além da Terra.

Nesse trajeto de vida, entre o nascimento e a morte, o homem passa pela existência colecionando valores que servem exclusivamente às convenções humanas.

Por vezes, esses valores passageiros dão motivos para grandes desavenças, e o homem se perde no torvelinho das conquistas pequenas.

Imerso na atmosfera da vida terrena o homem deve caminhar, cumprindo seus deveres e trabalhando para seu progresso espiritual. As responsabilidades terrenas são igualmente importantes, mas são passageiras e terrenas.

Não se deve perder de vista a grandiosidade da vida espiritual. Nesse plano maior a vida se expande em possibilidades infinitas, numa plasticidade muito além dos limites endurecidos da matéria. O esplendor da existência, após a morte do corpo, vai muito além da percepção dos grandes gênios da ciência.

Cumpramos os deveres que a vida na Terra nos propõe, mas não esqueçamos de outros deveres, maiores e mais amplos, que norteiam o destino espiritual.

Vida terrena e vida espiritual, o transitório e o eterno, os valores menores e os valores maiores. Tenhamos olhos de ver e ouvidos de ouvir.

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114 AS CARTAS DO CRISTO

10 nov / 2013
Escrito por Alan Diniz

“Porque  já  é  manifesto  que  sois  a  carta  do  Cristo,  ministrada por nós, e escrita, não com tinta, mas com o Espírito 
de Deus Vivo, não em tábuas de pedra, mas nas tábuas de carne  do coração.”  Paulo (I CORÍNTIOS, 3: 3) 
É  singular  que  o  Mestre  não  haja  legado  ao  mundo  um  compêndio  de  princípios escritos pelas próprias mãos.  As figuras  notáveis  da Terra sempre  assinalam sua passagem  no  planeta, endereçando à posteridade a sua mensagem de sabedoria e amor, seja em tábuas de  pedra, seja em documentos envelhecidos.  Com Jesus, porém, o processo não foi o mesmo.  O  Mestre  como  que  fez  questão  de  escrever  sua  doutrina  aos  homens,  gravando-­a  no  coração  dos  companheiros  sinceros.  Seu  testamento  espiritual  constitui­se de ensinos aos discípulos e não foram grafados por ele mesmo.  Recursos humanos seriam insuficientes para revelar a riqueza eterna de sua  Mensagem.  As  letras  e raciocínios,  propriamente  humanos,  na  maioria  das  vezes  costumam  dar  margem  a  controvérsias.  Em  vista  disso,  Jesus  gravou  seus  ensinamentos  nos  corações  que  o  rodeavam  e  até  hoje  os  aprendizes  que  se  lhe conservam fiéis são as suas cartas divinas dirigidas à Humanidade.  Esses documentos vivos do santificante amor do Cristo palpitam em todas  as  religiões  e  em  todos  os  climas.  São  os  vanguardeiros  que  conhecem  a  vida  superior,  experimentam  o  sublime  contacto  do  Mestre  e  transformam-­se  em  sua  mensagem para os homens.  Podem  surgir  muitas  contendas  em  torno  das  páginas  mais  célebres  e
formosas; todavia, perante a alma que se converteu em carta viva do Senhor, quando
não haja vibrações superiores da compreensão, haverá sempre o divino silêncio

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