Artigos escritos durante o mês de: dezembro 2013

Morriam um pouco a cada dia

29 dez / 2013
Escrito por Alan Diniz

            Jesus nasceu no seio da comunidade judaica, vivenciou variadas experiências junto do povo, e conhecia as necessidades de seus pares. Compreendia a estrutura política de Jerusalém, e conhecia de perto a aristocracia que dominava o povo.

Além da visão humana, o Mestre Nazareno parecia penetrar na alma do povo, compreendendo seus anseios e seus sonhos reprimidos. Falava de um amor maior e de um reino de paz que consolava os aflitos. A crença no Deus único facilitava a implantação das primeiras idéias cristãs.

As necessidades do povo judeu eram muitas e Jesus os iniciou em um novo entendimento à luz da razão, mas necessitava dar continuidade às suas idéias. Aquela multidão caminhava sem um guia espiritual, e se perdia em controvérsias religiosas intermináveis.

Muitos daqueles que lhe seguiam os passos ainda traziam a mente enfermiça e o coração amargurado, carregavam o pesado fardo das próprias culpas, e morriam um pouco a cada dia. Não era o corpo que morria, era a alma que se torturava nas aflições que lhe golpeavam a consciência.

A alma daquele povo parecia morrer, estrangulada pela dor e pela pouca perspectiva de mudança. Foi por essa razão que Jesus disse aos seus discípulos: “…ide antes às ovelhas que perecem na casa de Israel.”

Era uma convocação aos seguidores mais próximos, alertando-os quanto a necessidade de se aproximarem daquele grupo de irmãos marginalizados da sociedade.

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Semeadura ao longo do tempo

22 dez / 2013
Escrito por Geraldo de Tarso

            O fruto que observas, saudável e belo em sua mesa, foi filho de toda uma história de trabalho, onde alguém cuidou de sua formação, fornecendo-lhe água e condições naturais para o próprio desenvolvimento. Antes disso, alguém também reuniu as sementes e as semeou com cuidado, acreditando que aquela semente obscura seria, um dia, um fruto substancioso.

Assim, também na vida!… Todos somos a semente divina, que um dia surgiu na esteira do tempo, em local desconhecido e num tempo ignorado. Cuidadosamente fomos lançados na terra da Terra, para morrer algumas vezes no escuro do subsolo da vida. E, se absorvêssemos a água da vida e as proteínas das experiências, poderíamos romper com a casca resistente do orgulho, elevar nossas tendências e tomar impulso para o alto em busca da luz, ganhar a atmosfera do ar puro e florescer sob as bênçãos do sol da vida, que é Deus. Aí, então, seríamos o fruto capaz de fortalecer e ajudar a quem nos buscasse.

Ao longo da história humana, somos aquela semente que ainda se debate no subsolo das experiências menos dignas. Nos reconhecemos como sementes, nos orgulhamos por essa condição, mas ainda cultivamos o receio de romper com a casca das conveniências, e de submeter o orgulho a necessária transformação, quebrando-o em pedaços para alcançar a transformação de nossos impulsos internos em mecanismos espontâneos do bem.

Em verdade, ainda temos receio de sair da terra. Costumamos dizer que não temos pressa em sair dessa condição, e buscar a vida maior que nos estende a mão com o nome de morte. A ignorância desenvolve a cegueira espiritual, e agimos como crianças inseguras, que temem dar os primeiros passos fora de seu ninho doméstico.

A inteligência que domina e sustenta a vida, se faz reconhecida pela perfeição das leis que governam o progresso dos mundos e das criaturas. Os filhos devem reconhecer os pais, assim como o Pai reconhece os filhos. Devemos trabalhar a pedra bruta de nossas imperfeições em busca de melhores condições. Devemos iniciar nossa transformação, dando um ou mais passos, inicialmente incertos, mas para frente!…

Moisés, Jesus e a Doutrina Espírita vieram marcar o tempo de nossa evolução. Cada um deles nos ensinou a caminhar com que tínhamos. No primeiro passo conhecemos a Lei, no segundo passo descobrimos o Amor e no terceiro passo as mãos invisíveis nos convidam para uma espiritualização definitiva de nosso mundo interior. Reconhecemos a Lei, reconhecemos o Amor e reconhecemos a espiritualização. Mas, não basta reconhecer a verdade, é preciso pensar no bem e fazer o bem, ser um cristão de fato e de verdade. Oxalá, que sejamos reconhecido como tal.

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180 – FAÇAMOS NOSSA LUZ – Caminho, Verdade e Vida – Emmanuel

15 dez / 2013
Escrito por Alan Diniz

“Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens.”  Jesus (MATEUS, 5: 16) 


Ante  a  glória  dos mundos  evolvidos,  das  esferas sublimes que  povoam  o  Universo,  o  estreito  campo em que nos  agitamos, na Crosta Planetária,  é limitado círculo de ação. Se o problema, no entanto, fosse apenas o de espaço, nada teríamos  a lamentar. A  casa  pequena  e  humilde,  iluminada  de  Sol  e  alegria,  é  paraíso  de
felicidade. A angústia de nosso plano procede da sombra.  A escuridão invade os caminhos em todas as direções. Trevas que nascem  da ignorância, da maldade, da insensatez, envolvendo povos, instituições e pessoas.  Nevoeiros que assaltam consciências, raciocínios e sentimentos.  Em meio  da  grande noite,  é  necessário  acendamos  nossa luz. Sem isso é impossível encontrar o caminho da libertação. Sem a irradiação brilhante de nosso  próprio ser,  não  poderemos ser  vistos  com facilidade  pelos  Mensageiros  Divinos,  que ajudam em nome do Altíssimo, e nem auxiliaremos efetivamente a quem quer  que seja. É indispensável organizar o santuário interior e iluminá­lo, a fim de que as trevas não nos dominem.  É possível marchar, valendo­nos de luzes alheias. Todavia, sem  claridade  que nos seja própria, padeceremos constante ameaça de queda. Os proprietários das lâmpadas acesas podem afastar­se de nós, convocados pelos montes de elevação que  ainda não merecemos.  Vale­te,  pois, dos luzeiros  do  caminho,  aplica  o  pavio  da  boa­vontade  ao óleo do serviço e da humildade e acende o teu archote para a jornada. Agradece ao  que te ilumina por uma hora, por alguns dias ou por muitos anos, mas não olvides

tua candeia, se não desejas resvalar nos precipícios da estrada longa!…  O problema fundamental da redenção, meu amigo, não se resume a palavras
faladas  ou  escritas.  É muito  fácil  pronunciar  belos  discursos  e  prestar  excelentes
informações, guardando, embora, a cegueira nos próprios olhos.  Nossa  necessidade  básica  é  de  luz  própria,  de  esclarecimento  íntimo,  de  auto­educação, de conversão substancial do “eu” ao Reino de Deus.  Podes falar maravilhosamente acerca da vida, argumentar com brilho sobre  a fé, ensinar os valores da crença, comer o pão da consolação, exaltar a paz, recolher  as flores  do  bem,  aproveitar  os  frutos  da  generosidade  alheia,  conquistar  a  coroa  efêmera do louvor fácil, amontoar títulos diversos que te exornem a personalidade  em trânsito pelos vales do mundo…  Tudo  isso,  em  verdade,  pode  fazer  o  espírito  que  se  demora,
indefinidamente, em certos ângulos da estrada.  Todavia, avançar sem luz é impossível.

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Luz

15 dez / 2013
Escrito por Geraldo de Tarso

            A luz é uma onda eletromagnética que sensibiliza o olho humano, pela sua intensidade, pela sua freqüência e pela sua polarização. Enquanto a intensidade dá notícias do brilho, a freqüência fornece a variedade da cor e a polarização oferece a vibração.

Esses conceitos da física convencional se harmonizam com as descrições da vida espiritual, onde os fenômenos da energia luminosa se perpetuam e dominam a vida depois da morte, com desdobramentos ainda desconhecidos.

Se a física explicou a luz nos domínios da matéria, a ciência espírita explicará, um dia, a luz que se irradia da mente espiritual.

Um dia os conceitos da vida humana serão invadidos pela certeza da luz, em todos os pormenores da existência planetária, seja no campo mais grosseiro do corpo físico, seja na estrutura mais quintessenciada do corpo espiritual.

Na imensidão do universo tudo é luz. Uma luz que os olhos humanos ainda não conseguem perceber. A matéria é luz, o pensamento é luz, o espírito é luz. A mente humana, contudo, ainda vive na treva da sua ignorância, amarrado a preconceitos milenares, numa sensibilidade primitiva que lhe impede um vôo mais livre e uma percepção mais clara.

O homem está a caminho da Luz, num trajeto não visível aos olhos humanos, mas compreensível à mente livre e espiritualizada. Esse trajeto não obedece aos limites da matéria, mas segue um rumo além das dimensões conhecidas.

O silêncio me permite compreender que a vivência no caminho do Bem e da Paz, transforma a densidade da matéria bruta na essência mais leve da vida espiritual. O homem sai da escuridão da mente egoísta para o exercício natural e espontâneo da fraternidade. O gesto grosseiro cede espaço para a gentileza, a agressividade vai sendo dominada pelo equilíbrio. O homem terreno morre para se consagrar na realidade espiritual.

Acima de nossas fragilidades deve estar a luz, para alumiar nossos caminhos. Como disse Jesus: “Ninguém acende uma candeia para pô-la debaixo do alqueire; põe-na, ao contrário, sobre o candeeiro, a fim de que ilumine a todos os que estão na casa” – JESUS (Mateus – capítulo V e versículo 15).

Finalizo lembrando de Augusto dos Anjos: “…Nós já fomos os germes doutras eras,…. Enjaulados no cárcere das lutas;…. Viemos do princípio das moneras,…. Buscando as perfeições absolutas.                  “ PARNASO DE ALÉM-TÚMULO – POESIA: “EVOLUÇÃO”

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176 – LIÇÃO VIVA – Emmanuel

8 dez / 2013
Escrito por Alan Diniz

“Duro é este discurso; quem o pode ouvir?” 
(JOÃO, 6: 60) 
O  Cristianismo  é  a suprema religião  da  verdade  e  do  amor,  convocando  corações para a vida mais alta.  Em vista de religião traduzir religamento, é primordial voltarmo­nos para  Deus, tornarmos ao campo da Divindade.  Jesus  apresentou  a  sua  plataforma  de  princípios  imortais.  Rasgou  os  caminhos. Não enganou a ninguém, relativamente às dificuldades e obstáculos.  É  necessário,  esclareceu  o  Senhor,  negarmos  a  vaidade  própria,  arrependermo­nos de nossos erros e convertermo­nos ao bem.  O  evangelista  assinalou  a  observação  de  muitos  dos  discípulos:  “Duro  é  este discurso; quem o pode ouvir?”  Sim,  efetivamente  é  indispensável  romper  com  as  alianças  da  queda  e  assinar o pacto da redenção.  É imprescindível seguir nos caminhos d’Aquele que é a luz de nossa vida.  Para isso,  as  palavras  brilhantes  e  os  artifícios intelectuais não  bastam. O  problema  é  de  “quem  pode  ouvir”  a  Divina  Mensagem,  compreendendo-­a  com  o  Cristo e seguindo-­lhe os passos.

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