Artigos escritos durante o mês de: janeiro 2014

Percepção Humana

26 jan / 2014
Escrito por Alan Diniz

 

            A Percepção Humana é um atributo do complexo mecanismo cérebro e mente. A Neurociência investiga a misteriosa transmissão de impulsos elétricos entre os neurônios, enquanto as Ciências Cognitivas aprofundam os estudos científicos sobre a inteligência e a mente.

Em verdade, a Percepção Humana é função cerebral que atribui significado a estímulos sensoriais. Por outro lado, a Percepção Humana é, também, o resultado da interação Espírito-Perispírito-Corpo. Uma interface que vai além dos sentidos físicos, e por isso mesmo, ainda pouco avaliada e pouco conhecida.

A observação criteriosa nos faz entender que a Percepção Humana também evolui e se aperfeiçoa, cresce em sensibilidade e amplia a sua capacidade de interação com as energias da nossa dimensão. Em muitas outras ocasiões, essa percepção interage com energias mais sutis, que vibram em condições pouco perceptíveis pelos sentidos físicos.

A todo esse conjunto de energias psíquicas que se somam e se multiplicam, estabelecendo pontes entre dimensões paralelas, podemos chamar de SINTONIA.

            Essa sintonia desenvolvida e ajustada, sutilmente dirigida para o bem, nos permitirá Pedir e Buscar, Bater e Procurar.

Quem pede precisa e, quem precisa, recebe… Em muitas situações pedimos sem falar, numa súplica silenciosa que irradia de cada coração, mas essa petição também necessita de uma sintonia maior para alcançar seu destino, sem a qual esse pedido se perderá.

Quem busca quer encontrar, e quem encontra, recebe… A busca se processa de maneira consciente ou inconsciente, e é dirigida por impulsos da própria vontade. Mas, essa busca também precisa de sintonia, precisa de um sentido maior, sem a qual a busca  não terá qualquer conquista.

Quem bate quer que a porta se abra, e quem bate, recebe… O ato de bater implica no desejo de ver o que se passa além daquele obstáculo. Quem bate quer ver e sentir a realidade do outro lado da porta. Mas para bater, ver e sentir é necessário percutir em sintonia com o bem, para encontrar o melhor.

Quem procura quer encontrar a verdade, e quem procura, recebe… A atitude de procurar revela o desejo de alcançar e conseguir. Quem procura acredita que encontrará, mas esse encontro só ocorrerá se existir a sintonia entre o coração de quem procura e o Divino Poder de quem concede.

A Percepção Humana é o reflexo da Sintonia, assim como o corpo somático é a transcrição da Mente Espiritual. Enquanto o corpo físico dá notícias da fisiologia da matéria, a Mente Espiritual dá sinais da realidade da vida além da vida.

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Esquecimento

19 jan / 2014
Escrito por Geraldo de Tarso

            A memória é um atributo da inteligência, representando uma conquista do espírito imortal. É um arquivo imenso de todas as vivências anteriores, conscientes ou inconscientes, registradas e arquivadas por mecanismos ainda desconhecidos. A energia de cada experiência interage com a vida, e passa a fazer parte da história de cada um de nós.

Contudo, o mecanismo transcendental da reencarnação oferece, por força de lei, o silêncio do passado, para que o espírito recomece uma nova vida, sem as angústias das experiências dolorosas.

A misericórdia divina permite o esquecimento temporário, como se fosse um perdão silencioso da Justiça Divina. Uma forma de recomeço sem receios ou inibições, deixando ao livre-arbítrio o exercício das decisões.

O esquecimento temporário que a reencarnação proporciona, põe o homem do mundo diante de muitas experiências educativas.

Esse esquecimento providencial deixa o espírito reencarnado diante de suas reais tendências, sem sofrer a influência do personalismo de vidas anteriores. A mente fica livre para escolher e buscar, permitindo que o caráter, construído ao longo dos séculos, se expresse com mais liberdade.

Se decide pelo bem, o homem fica em paz, no equilíbrio de suas ações, cercado por uma atmosfera de harmonia e luz.  Contudo, se a personalidade presente se deixa envolver pelos atrativos do mundo, em pouco tempo se dobrará às exigências das convenções humanas, e criará hábitos desfavoráveis, automatizando atitudes inferiores.

Cada um de nós deve auscultar a própria alma, descobrindo as boas e as más tendências, educando a vontade e disciplinando a mente.

Dessa maneira, o espírito encarnado compreenderá que a vida na Terra é uma experiência necessária e passageira, e a morte é o momento solene onde cada um de nós se vê diante do que fez em vida.

Finalizo lembrando Antero de Quental, poeta português: “…Chega um dia em que o espírito descansa ….Das aflições, angústias e cansaços, ….Dos aguilhões das dores absolutas: ….Feliz de quem, na crença e na Esperança, ….Procura a luz sublime dos espaços, ….Buscando a paz depois das grandes lutas.” – (Parnaso de Além-Túmulo).

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51 MENINOS ESPIRITUAIS – Caminho, Verdade e Vida – Psicografia de Chico Xavier – Emmanuel

12 jan / 2014
Escrito por Alan Diniz

“Porque  qualquer  que  ainda se  alimenta  de  leite  não 
está experimentado na palavra da justiça, pois é menino.”  Paulo. (HEBREUS, 5: 13) 
Na  apreciação  dos  companheiros  de  luta,  que  nos  integram  o  quadro  de
trabalho diário, é útil não haja choques, quando, inesperadamente, surgirem falhas e
fraquezas. Antes da emissão de qualquer juízo, é conveniente conhecer o quilate dos  valores espirituais em exame.  Jamais prescindamos da compreensão ante os que se desviam do caminho
reto.  A  estrada  percorrida  pelo  homem  experiente  está  cheia  de  crianças  dessa  natureza. Deus cerca os passos do sábio, com as expressões da ignorância, a fim de  que a sombra receba luz e para que essa mesma luz seja glorificada.  Nesse intercâmbio substancialmente divino, o ignorante aprende e o sábio  cresce.  Os discípulos de boa­vontade necessitam da sincera atitude de observação e
tolerância. É natural que se regozijem com o alimento rico e substancioso com que
lhes é dado nutrir a alma; no entanto, não desprezem outros irmãos, cujo organismo  espiritual ainda não tolera senão o leite simples dos primeiros conhecimentos.  Toda criança é frágil e ninguém deve condená­la por isso.  Se tua mente pode librar no vôo mais alto, não te esqueças dos que ficaram  no  ninho  onde  nasceste  e  onde  estiveste  longo  tempo,  completando  a  plumagem.  Diante dos teus olhos deslumbrados, alonga­se o infinito. Eles estarão contigo, um  dia, e, porque a união integral esteja tardando, não os abandones ao acaso, nem lhes
recuses o leite que amam e de que ainda necessitam.

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Jesus

5 jan / 2014
Escrito por Alan Diniz

            Em sua passagem pelo mundo, Jesus deixou marcas entre os homens, impressionando a todos aqueles que lhe conheceram. Seja pela palavra inteligente, seja pela energia transcendente que curava àqueles que lhe tocassem ou seja pelo seu olhar que transmitia uma autoridade desconhecida, o fato é que Jesus fez história.

Essas características não são originárias de conceitos religiosos impostos, estão registradas na história por aqueles que lhe conheceram a vida, ou por historiadores que o analisaram sem quaisquer preconceitos.

Jesus tinha a plena consciência da vida, era sabedor dos mistérios que envolviam a morte, seja a morte do corpo transitório ou a morte simbólica do espírito.

Ao se aproximar dos irmãos mais sofredores, o fazia com perfeita compreensão da situação, era o amigo oculto que ajudava no silêncio e sem buscar aplausos, sabia da energia poderosa que irradiava de sua presença.

Em realidade, o Mestre Jesus se aproximava daqueles que precisavam de ajuda, caminhava em busca dos doentes e daqueles desprezados pela sociedade. Diante da dor e da doença, seja do corpo ou da alma, Jesus era o médico que propiciava o equilíbrio. Curava em condições ainda desconhecidas pela medicina convencional.

Essas anotações sobre Jesus, não tem a intenção caracterizá-lo no campo do maravilhoso e do fantástico, como um místico fazedor de milagres, como um personagem envolvido por forças desconhecidas, como se fosse alguém sobrenatural.

Em realidade, Jesus era um homem iluminado, esclarecido, irradiava uma energia cativante, estava muito acima de sua época e, como todo gênio, falou e fez coisas que marcaram a humanidade. Sua vida, ainda hoje, desafia a ciência e o futuro.

Jesus é uma personalidade que ainda precisa ser descoberta, ser mais bem avaliada por estudiosos não comprometidos com tendências religiosas. É preciso buscar Jesus, descobrindo o homem e o missionário, desvendando o judeu e o homem de todo o mundo, reconhecendo o amigo dos sofredores e o médico das almas.

Precisamos pensar em Jesus e falar de Jesus. São necessidades da própria evolução. Meimei escreveu: “Por mais que silencies e por mais que a prudência te assinale as manifestações, a vida te exige relacionamento. E o relacionamento te pede falar… à vista disso, quando a conversação ambiente se te mostre indesejável, usa tato e caridade e improvisa um ramal para o trânsito de novas idéias. Feito isso, tanto quanto possível e se possível, auxilia os circunstantes, falando de Jesus.”do livro Cura - capítulo “Assuntos” de Francisco Cândido Xavier.

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