Artigos escritos durante o mês de: fevereiro 2014

ESCRITORES – Emmanuel – Chico Xavier – Caminho, Verdade e Vida

16 fev / 2014
Escrito por Alan Diniz

“Guardai-­vos  dos  escribas  que  gostam  de  andar  com  vestes compridas.”  Jesus (MARCOS, 12: 38) 
As letras  do mundo sempre  estiveram  cheias  de  “escribas  que  gostam  de  andar com vestes compridas”.  Jesus  referia-­se  não  só  aos  intelectuais  ambiciosos,  mas também  aos escritores excêntricos que, a pretexto de novidade, envenenam os espíritos com as  suas concepções doentias, oriundas da excessiva preocupação de originalidade.  É preciso fugir aos que matam a vida simples.  O tóxico intelectual costuma arruinar numerosas existências.  Há livros cuja função útil é a de manter aceso o archote da vigilância nas  almas de caráter solidificado nos ideais mais nobres da vida. Ainda agora, quando  atravessamos  tempos  perturbados  e  difíceis  para  o  homem,  o  mercado  de  idéias  apresenta­se repleto  de  artigos  deteriorados,  pedindo  a  intervenção  dos  postos  de  “higiene espiritual”.  Podereis alimentar o corpo com substâncias apodrecidas?  Vossa alma, igualmente, não poderá nutrir­se de ideais inferiores, na base  da irreligião, do desrespeito, da desordem, da indisciplina.  Observai os modelos de decadência intelectual e refleti com sinceridade na paz que desejais intimamente.
Isso  constituirá  um  auxílio  forte,  em  favor  da  extinção  dos  desvios  da
inteligência.

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173 ZELO DO BEM – Emmanuel – Chico Xavier

9 fev / 2014
Escrito por Alan Diniz

“E qual é aquele que vos fará mal, se fordes zelosos do bem?” 
(I PEDRO, 3: 13) 
Temer  os  que  praticam  o mal  é  demonstrar  que  o  bem  ainda  não se  nos
radicou na alma convenientemente.  A interrogação de Pedro reveste­se de enorme sentido.  Se existe sólido propósito do bem nos teus caminhos, se és cuidadoso em  sua prática, quem mobilizará tamanho poder para anular as edificações de Deus?  O  problema  reside,  entretanto,  na  necessidade  de  entendimento.  Somos  ainda incapazes de examinar todos os aspectos de uma questão, todos os contornos  de  uma  paisagem. O  que hoje  nos  parece  a felicidade real  pode ser  amanhã  cruel  desengano. Nossos desejos humanos modificam­se aos jorros purificadores da fonte  evolutiva.  Urge,  pois,  afeiçoarmo­nos  à  Lei  Divina,  refletir­lhe  os  princípios  sagrados  e  submeter­nos  aos  Superiores  Desígnios,  trabalhando  incessantemente  para o bem, onde estivermos.  Os melindres pessoais, as falsas necessidades, os preconceitos cristalizados,  operam muita vez a cegueira do espírito. Procedem daí imensos desastres para todos  os  que  guardam a intenção  de  bem fazer, dando  ouvidos,  porém,  ao  personalismo
inferior. Quem  cultiva  a  obediência  ao  Pai,  no  coração,  sabe  encontrar  as  oportunidades de construir com o seu amor.  Os  que  alcançam,  portanto,  a  compreensão  legítima  não  podem  temer  o  mal. Nunca se perdem na secura da exigência nem nos desvios do sentimentalismo.  Para essas almas, que encontraram no íntimo de si próprias o prazer de servir sem
indagar, os insucessos, as provas, as enfermidades e os obstáculos são simplesmente  novas decisões das Forças Divinas, relativamente à tarefa que lhes dizem respeito,  destinadas a conduzi-­las para a vida maior.

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Para amar, ame.

9 fev / 2014
Escrito por Alan Diniz

Muitos esperam ganhar fortuna para poder fazer o bem.

Criamos em torno de nós necessidades em demasia que nos consomem, nos colocando fora do nosso verdadeiro objetivo na obra da criação.

No entanto para a prática do bem verdadeiro não precisamos do dinheiro.

Dedicamos horas e mais horas da nossa vida somente ajuntando capitais, poderíamos ao menos trabalhar naquilo que gostamos, para que estas mesmas horas nos instrui-se e nos possibilitasse o aumento das nossas capacidades em nos amar e amarmos nosso próximo.

A busca do dinheiro, muitas vezes, é um processo de auto sabotagem na busca do verdadeiro “tesouro no céu, onde nem a traça e nem o ferrugem  consomem”.

Deus age “escancaradamente” em nossas vidas, mas nós não O notamos, pois estamos distraídos com a matéria. Ele em Seu incondicional amor nos acolhe e acompanha em cada movimento, mas esperamos as vezes que ele se manifeste materialmente em nossas vidas, aparecendo como um gênio da lâmpada e realizando nossos desejos.

Buscar fazer o bem e a caridade, colocar o Amor em movimento, eis nosso maior objetivo.

Co-criamos com Deus, e se assim nossa fé nos impulsiona, nada nos faltará.

Assim Jesus convocou seus discípulos a caminharem pelo mundo, e nos avisou que seriam conhecidos pelo bem que fizessem.

Que possamos assumir esta postura na vida, para contagiar nosso coração e do nosso próximo com o Amor de Deus.

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Caminho, Verdade e Vida – Emmanuel – Chico Xavier

2 fev / 2014
Escrito por Alan Diniz

24 – O TESOURO ENFERRUJADO
“O vosso ouro e a vossa prata se enferrujaram.” 
(TIAGO, 5: 3) 
Os  sentimentos  do  homem,  nas  suas  próprias  idéias  apaixonadas,  se  dirigidos para o bem, produziriam sempre, em conseqüência, os mais substanciosos
frutos  para  a  obra  de  Deus.  Em  quase  toda  parte,  porém,  desenvolvem-­se  ao  contrário,  impedindo  a  concretização  dos  propósitos  divinos,  com  respeito  à
redenção das criaturas.  De modo geral, vemos o amor interpretado tão-somente à conta de emoção
transitória  dos  sentidos  materiais,  a  beneficência  produzindo  perturbação  entre  dezenas de pessoas para atender a três ou quatro doentes, a fé organizando guerras  sectárias, o zelo sagrado da existência criando egoísmo fulminante.  Aqui, o perdão fala de dificuldades para expressar-­se; ali, a humildade pede  a admiração dos outros.  Todos  os sentimentos  que  nos  foram  conferidos  por  Deus são sagrados.  Constituem  o  ouro  e  a  prata  de  nossa  herança,  mas  como  assevera  o  apóstolo,  deixamos que as dádivas se enferrujassem, no transcurso do tempo.  Faz-­se  necessário  trabalhemos,  afanosamente,  por  eliminar  a  “ferrugem”  que nos atacou os tesouros do espírito. Para isso, é indispensável compreendamos no  Evangelho a história da renúncia perfeita e do perdão sem obstáculos, a fim de que  estejamos caminhando, verdadeiramente, ao encontro do Cristo.

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Olhando para a matéria

2 fev / 2014
Escrito por Geraldo de Tarso

            Guardo a impressão que ainda nos demoramos observando o automatismo dos sentidos físicos. O complexo mecanismo da máquina biológica nos encanta e seduz, e a ela nos entregamos, curtindo-lhe as possibilidades.

A vestimenta carnal é reflexo da inteligência que domina o universo. Desde a fisiologia da concepção, passando pela magia da gravidez, o encontro da luz ao nascimento, a infância que encanta, a adolescência que descobre e a maturidade que propõe, deixam ao homem terreno um enigma difícil de desvendar.

Cada vez mais, o homem olha em derredor, buscando descobrir e entender as possibilidades maravilhosas daquele corpo e, sem que perceba, se rende submisso aos encantos desse instrumento da vida.

Enquanto utilizar os sentidos que o corpo lhe faculta, sem sondar-lhes as origens divinas e suas imensas possibilidades, o homem apenas verá a vida física, nos limites que lhe são próprios. Quando vencer esses impulsos da máquina física descobrirá que, além do espetáculo da fisiologia do corpo, encontrará um mundo novo, nos recursos infinitos da espiritualidade.

Descortinará uma outra vida, mais luminosa e com mais recursos, mais viva e mais dinâmica, sem se submeter às limitações da matéria.

Descobrirá a existência do espírito, essência inteligente que nos impulsiona para o progresso constante, luz que exprime melhor a inteligência do impulso inicial.

Esse trajeto de luta e conquista é o destino inexorável da evolução humana. Um dia venceremos a carne e, então, desvendaremos a amplidão da vida espiritual, que segue paralela à vida terrena. São dimensões da vida que seguem juntas, se interpenetram, apenas perceptíveis a uma sensibilidade mais desenvolvida.

Então, sabedor da realidade do espírito, de sua obrigatória passagem pela vida terrena pela Lei da Reencarnação, surpreso compreenderá que essa vida que temos na superfície da Terra é uma expressão minimizada da vida espiritual.

Nessa época estaremos vivenciando a Era do Espírito. Compreenderemos a transitoriedade do corpo somático, e nos encantaremos com corpos mais diáfanos, mais leves que o ar, que dominarão a realidade de uma vida superior, num plano maior e mais etéreo.

Allan Kardec foi o missionário que traduziu em letras, a realidade de uma dimensão que ainda não enxergamos, mas que podemos sentir e “ver” com os recursos ampliados da visão, com a percepção que só o espírito pode proporcionar.

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