Artigos escritos durante o mês de: abril 2014

A GRANDE PERGUNTA – Caminho, Verdade e Vida – Emmanuel – Chico Xavier

27 abr / 2014
Escrito por Alan Diniz

“E por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o 
que eu digo?”  Jesus (LUCAS, 6: 46)
Em lamentável indiferença, muitas pessoas esperam pela morte do corpo, a
fim de ouvirem as sublimes palavras do Cristo.  Não se  compreende,  porém,  o motivo  de semelhante  propósito. O Mestre  permanece vivo em seu Evangelho de Amor e Luz.  É  desnecessário  aguardar  ocasiões  solenes  para  que  lhe  ouçamos  os  ensinamentos sublimes e claros.  Muitos  aprendizes  aproximam-­se  do  trabalho  santo,  mas  desejam revelações diretas. Teriam mais fé, asseguram displicentes, se  ouvissem  o Senhor,  de  modo  pessoal,  em  suas  manifestações  divinas.  Acreditam-­se  merecedores  de  dádivas  celestes  e  acabam  considerando  que  o serviço  do  Evangelho  é  grande em  demasia  para  o  esforço  humano  e  põem-­se  à  espera  de milagres imprevistos, sem  perceberem  que  a  preguiça sutilmente se lhes mistura à  vaidade,  anulando-lhes  as
forças.  Tais companheiros não sabem ouvir o Mestre Divino em seu verbo imortal.
Ignoram que o serviço deles é aquele a que foram chamados, por mais humildes lhes  pareçam as atividades a que se ajustam.  Na qualidade de político ou de varredor, num palácio ou numa choupana, o  homem da Terra pode fazer o que lhe ensinou Jesus.  É por isso que a oportuna pergunta do Senhor deveria gravar-­se de maneira
indelével em todos os templos, para que os discípulos, em lhe pronunciando o nome,  nunca  se  esqueçam  de  atender,  sinceramente,  às  recomendações  do  seu  verbo  sublime.

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Começando a estudar o livro “A Gênese”

27 abr / 2014
Escrito por Geraldo de Tarso

            Para isso trazemos o texto “Materialidade e atualidade”, de Emmanuel (psicografia de Chico Xavier), publicado no Jornal Diário de São Paulo, na década de 1970. São ensinamentos apropriados para iniciarmos a nossa viagem, estudando a vida e o universo.

Nesse texto, diz Emmanuel que “Nos mais diversos grupos religiosos temos companheiros que se confessam desolados por desenganos e se retiram da fé, asseverando-se dispostos a viver sem Deus. ……. Viver sem Deus para eles significa a demissão das disciplinas e obrigações que nos freiam os impulsos inferiores e nos impõem deveres da educação própria. ……. Livres tais quais somos, procedem assim acreditando que se farão mais felizes pela adoção de semelhante atitude. No entanto, não se sabe de nenhum deles que haja chegado com isso à paz íntima, alicerce fundamental da felicidade.”

            Mais adiante, diz Emmanuel “Entretanto, vale muito mais aceitarmos os outros como ainda são, trabalhando pelo bem de todos, sob a inspiração da confiança em Deus, do que, a pretexto de virtude ou superioridade, nos declararmos contra Deus, caindo na rebeldia ou no ódio, na violência ou na sovinice, na inveja ou na criminalidade, no alcoolismo ou na toxicomania, na sexualidade descontrolada ou nos desvarios da inteligência. ……. Há quem diga, e com razão, que milhões de companheiros da Humanidade se bandeiam neste século para o materialismo. Todos eles, porém, permanecem no tumulto e na insegurança, procurando a paz e a alegria que não encontram. E isso ocorre, inelutavelmente, porque todas as vezes que nos arvoramos contra Deus optam pela desorientação de nossa própria vida.

Finalizando, Emmanuel assevera que “Diante dos irmãos que se afastam dos templos e oficinas da fé religiosa, oremos pela tranqüilidade deles, porquanto se escolhem fugir de Deus, alegando obstáculos e tribulações na estrada real para a vida superior, muito maior serão as dificuldades com que se observarão defrontando no terreno desconhecido em que se marginalizam. E prossigamos atentos nas obrigações que nos cabem, claramente convencidos de que todos aqueles companheiros nossos que pretendem a fuga de Deus continuam em Deus, ante a impossibilidade de viverem sem a própria consciência. Sofrem com a ausência de mais profunda intimidade com as tarefas alusivas à inspiração de Deus, suspiram pelo retorno à fé e se atormentam com a sede de harmonia interior, motivos pelos quais às disciplinas das leis de Deus todos eles voltarão.”

O texto fala por si, meditemos na lição, recolhidos no silêncio e na prece.

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Harmonia Divina

20 abr / 2014
Escrito por Alan Diniz

 

“Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos.”

A que olhos estamos nos referindo? Alma e corpo físico são dois corpos ou podemos pensar num único ser, num ser integral?

E o que é essencial? Poderíamos falar que o essencial é agirmos na harmonia divina, harmonia essa que busca o belo e o bem.

Quando pensamos que o essencial não é necessariamente visto somente pelos olhos do corpo físico, mas sim, é um sentimento desenvolvido ou em desenvolvimento em nossa alma viajante da eternidade, nós caminhamos para o entendimento do ser integral que somos. Buscamos a síntese da dualidade física e espiritual.

Podemos dividir nosso corpo para fins de estudo, mas para viver é impossível!

Quando buscamos harmonia, buscamos felicidade ou satisfação de corpo e alma. Mas quando buscamos felicidade e satisfação através de alegria e de prazer focando apenas o corpo físico, por mais que nestas horas seja gratificante é insuficiente para influenciar nossa alma.

Podemos pensar numa analogia:

Muitos julgam conhecer os oceanos pela superfície, poucos o conhecem em sua profundidade. A maioria conhece o oceano navegando por suas ondas, ventos, chuvas, marés e tormentas lamentando a dureza do oceano ou sua inconstância, e por isso acreditam conhecê-lo. Da mesma maneira acreditamos conhecer nossos sentimentos pelo que percebemos em nossa volta e não pelo que acontece em nosso coração, em nossa alma. Alguns mergulham na profundidade dos oceanos para desta forma conhecê-lo e se isolam não compartilhando o conhecimento. Alguns de nós também se voltam para o interior e esquecem que na harmonia divina compartilhamos conhecimentos, sentimentos e amor.

Poucos compreendem que o essencial se encontra dentro de nós, na casa de Deus, em nosso coração.

Quando lapidarmos com amor nossa vida, fugindo das emoções somente físicas, buscando sentimentos nobres, estaremos trazendo luz para nossa “essencialidade”, brilho para nosso ser integral, que encontrara felicidade e satisfação como sentimentos vibrando nas harmonias de Deus.

Desta forma, cada vida deve ser a construção dos sentimentos divinos em nossa essência que vibra das harmonias divinas, deixando nossos reflexos condicionados a esta natureza.

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ALEGRIA CRISTÃ – Caminho, Verdade e Vida – Emmanuel – Chico Xavier

20 abr / 2014
Escrito por Alan Diniz

“Mas a vossa tristeza se converterá em alegria.”  Jesus (JOÃO, 16: 20) 
Nas horas que precederam a agonia da cruz, os discípulos não conseguiam  disfarçar a dor, o desapontamento.  Estavam tristes. Como pessoas humanas, não entendiam outras vitórias que  não  fossem  as  da  Terra.  Mas  Jesus,  com  vigorosa  serenidade,  exortava­os:  “Na  verdade, na verdade, vos digo que vós chor ar eis e vos lamentar eis; o mundo se  alegr ará e vós estareis tristes, mas a vossa tristeza se converter á em alegria.”  Através de séculos, viu­se no Evangelho um conjunto de notícias dolorosas  —  um  Salvador  abnegado  e  puro  conduzido  ao  madeiro  destinado  aos  infames,  discípulos debandados, perseguições sem conta, martírios e lágrimas para todos os  seguidores…  No  entanto, essa pesada bagagem de sofrimentos constitui os alicerces de  uma vida superior, repleta de paz e alegria. Essas dores representam auxílio de Deus  à terra estéril dos corações humanos. Chegam como adubo divino aos sentimentos  das  criaturas  terrestres,  para  que  de  pântanos  desprezados  nasçam  lírios  de  esperança.  Os  inquietos  salvadores  da  política  e  da  ciência,  na  Crosta  Planetária,
receitam  repouso  e  prazer  a  fim  de  que  o  espírito  chore  depois,  por  tempo
indeterminado,  atirado  aos  desvãos sombrios  da  consciência  ferida  pelas  atitudes  criminosas.  Cristo,  porém,  evidenciando  suprema  sabedoria,  ensinou  a  ordem  natural para a aquisição das alegrias eternas, demonstrando que fornecer caprichos  satisfeitos, sem  advertência  e medida,  às  criaturas  do  mundo,  no  presente  estado  evolutivo, é depor substâncias perigosas em mãos infantis. Por esse motivo, reservou
trabalhos  e  sacrifícios  aos  companheiros  amados,  para  que  se  não  perdessem  na
ilusão e chegassem à vida real com valioso patrimônio de estáveis edificações.  Eis por que a alegria cristã não consta de prazeres da inconsciência, mas da  sublime certeza de que todas as dores são caminhos para júbilos imortais.

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Passando pela Terra Emmanuel (livro Calma – Chico Xavier)

20 abr / 2014
Escrito por Alan Diniz

            Sempre útil não te esqueceres de que te encontras em estágio educativo na Terra.

Jornadeando nas trilhas da evolução, não é o tempo que passa por ti, mas, inversamente, és a criatura que passa pelo tempo.

Conserva a esperança em teus apetrechos de viagem.

Caminha trabalhando e fazendo o bem que puderes.

Aceita os companheiros do caminho, qual se mostram, sem exigir-lhes a perfeição do qual todos nos vemos ainda muito distantes.

Suporta as falhas do próximo com paciência, reconhecendo que nós, os espíritos ainda vinculados à Terra, não nos achamos isentos de imperfeições.

Levanta os caídos e ampara os que tropecem.

Não te lamentes.

Habitua-te a facear dificuldades e problemas, de ânimo firme, assimilando-lhe o ensino de que se façam portadores.

Não te detenhas no passado, embora o passado deva ser uma lição inesquecível no arquivo da experiência.

Desculpa sem condições, quaisquer ofensas, sejam quais sejam, para que consigas avançar estrada afora, livre do mal.

Auxilia aos outros, quanto estiver ao teu alcance, e repete semelhante benefício, tantas vezes quantas isso te for solicitado.

Não te sirvam de estorvo ao trabalho evolutivo as calamidades e provas em que te vejas, já que te reconheces passando pela Terra, a caminho da Vida Maior.

Louva, agradece, abençoa e serve sempre.

E não nos esqueçamos de que as nossas realizações constituem a nossa própria bagagem, onde estivermos, e nem olvidemos que das parcelas de tudo aquilo que doamos ou fazemos na Terra, teremos a justa equação na Vida Espiritual.

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