Artigos escritos durante o mês de: maio 2014

TRABALHO – Caminho, Verdade e Vida – Emmanuel – Chico Xavier

25 mai / 2014
Escrito por Alan Diniz

 “E Jesus lhes respondeu: Meu Pai obra até agora, e eu 
trabalho também.” 
(João, 5: 17)

Em todos os recantos, observamos criaturas queixosas e insatisfeitas. Quase todas pedem socorro. Raras amam o esforço que lhes foi conferido. A maioria revolta-­se contra o gênero de seu trabalho. Os que varrem as ruas querem ser comerciantes; os trabalhadores do campo
prefeririam a existência na cidade. O problema, contudo, não é de gênero de tarefa, mas o de compreensão da oportunidade recebida. De modo geral, as queixas, nesse sentido, são filhas da preguiça
inconsciente. É o desejo ingênito de conservar o que é inútil e ruinoso, das quedas no pretérito obscuro. Mas Jesus veio arrancar­nos da “morte no erro”. Trouxe-­nos a bênção do
trabalho, que é o movimento incessante da vida. Para que saibamos honrar nosso esforço, referiu­se ao Pai que não cessa de servir em sua obra eterna de amor e sabedoria e à sua tarefa própria, cheia de
imperecível dedicação à Humanidade. Quando te sentires cansado, lembra-­te de que Jesus está trabalhando. Começamos ontem nosso humilde labor e o Mestre se esforça por nós, desde quando?

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Natureza Evolutiva da Doutrina – Geraldo de Tarso

25 mai / 2014
Escrito por Alan Diniz

Ao longo da vida aprendemos algumas coisas muito importantes. Um dos ensinamentos mais interessantes e esclarecedores que observei foi o de falar e defender somente aquilo que conhecemos.
Quando afirmamos que somos espíritas estamos declarando uma escolha, pois a vida é também feita de escolhas. Se escolhemos a Doutrina Espírita para professar, é porque nela encontramos o de que precisamos, suprindo as nossas deficiências.
Destacam-se duas posturas bem conhecidas diante do Espiritismo: ser um simpatizante de sua filosofia, gostar de alguns livros e de alguns textos, mas não se aprofundar em seus estudos, ou ser um estudioso de sua filosofia, meditar e refletir profundamente em seu conteúdo filosófico, buscar mais a Ciência Espírita, avaliar seu conteúdo e conseqüências, realizar comparações, tentar decifrar a importância dessa religião em nossas vidas.
Decidimos pela segunda opção, e isso tem um preço.
Em primeiro lugar, essa postura nos propõe: Humildade. Humildade para reconhecer que somos aprendizes da ciência da vida e, também, da ciência e da Filosofia Espírita. Estudamos porque não sabemos, e porque precisamos entender as leis que nos governam. A Humildade nos deve guiar em todas os nossos estudos e pesquisas, e jamais nos deixarmos enveredar pela fantasiosa impressão de que somos professores disso ou daquilo.
Em segundo lugar, essa postura nos propõe: Discernimento. Discernimento para entender e compreender o profundo alcance filosófico da Doutrina Espírita. Esse entendimento abrirá as portas da razão e do bom senso, e nos permitirá reconhecer, compreender e preservar as bases sólidas e graníticas da codificação kardequiana, sem deturpações ou intromissões desnecessárias.
Em terceiro lugar, essa postura nos propõe: Estudo. Estudo para ampliarmos a nossa base de entendimento sobre a vida, e avançarmos da consciência ingênua para a consciência crítica. A ignorância e a ingenuidade nos deixam distraídos e alheios diante da grandiosidade da vida, e o estudo nos faz reconhecer e sentir a extensão da nossa ignorância e de nossa percepção reduzida diante da vida e da realidade cósmica.
Humildade, Discernimento e Estudo são os três primeiros passos para aquele que deseja caminhar para frente, descobrindo e conhecendo mais, sem jamais deixar de viver a realidade sublime do sentimento, no sonho da vida, no sonho do amor e no sonho da fraternidade.

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BASES (5) – Caminho, Verdade e Vida – Emmanuel

25 mai / 2014
Escrito por Alan Diniz

“Disse-­lhe Pedro: Nunca me lavarás os pés. Respondeu-­ 
lhe Jesus: Se eu não te lavar, não tens parte comigo.” 
(JOÃO, 13: 8) 

É natural vejamos, antes de tudo, na resolução do Mestre, ao lavar os pés dos discípulos, uma demonstração sublime de humildade santificante. Primeiramente, é justo examinarmos a interpretação intelectual, adiantando, porém, a análise mais profunda de seus atos divinos. É que, pela mensagem permanente do Evangelho, o Cristo continua lavando os pés de todos os seguidores sinceros de sua doutrina de amor e perdão. O homem costuma viver desinteressado de todas as suas obrigações superiores, muitas vezes aplaudindo o crime e a inconsciência. Todavia, ao contacto de Jesus e de seus ensinamentos sublimes, sente que pisará sobre novas bases, enquanto que suas apreciações fundamentais da existência são muito diversas. Alguém proporciona leveza aos seus pés espirituais para que marche de modo diferente nas sendas evolutivas. Tudo se renova e a criatura compreende que não fora essa intervenção maravilhosa e não poderia participar do banquete da vida real. Então, como o apóstolo de Cafarnaum, experimenta novas
responsabilidades no caminho e, desejando corresponder à expectativa divina, roga a Jesus lhe lave, não somente os pés, mas também as mãos e a cabeça.

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Precisamos conhecer como nasceu o Espiritismo – Geraldo de Tarso

25 mai / 2014
Escrito por Alan Diniz

A Doutrina Espírita nasceu do interesse por desvendar alguns fatos misteriosos que intrigavam a sociedade francesa, e dessa insistente e metódica busca surgiram questionamentos científicos e filosóficos, que foram elaborados com rigoroso espírito de observação por um homem avesso às improvisações científicas, e atento a realidade filosófica da vida.
Esse homem foi o professor francês, nascido na cidade de Lyon, de nome Hyppolyte Léon Denizard Rivail, mundialmente conhecido como Allan Kardec.
Kardec era um homem da ciência, reconhecido por seus pares como um educador sério e atuante, autor e tradutor francês, que pautava a sua vida por uma moral inquestionável, com raciocínios claros e objetivos, sempre livre de preconceitos e aberto às novidades lógicas e racionais.
Com esse espírito de pesquisa é que Kardec foi compreendendo o fenômeno mediúnico e a filosofia espírita, questionando e analisando todos os fatos e todas as respostas, comparando e aprofundando as informações, fazendo ilações filosóficas, estabelecendo comparações e, por fim, concluindo a realidade da vida espiritual.
O Espiritismo nasceu sob o batismo do estudo e da pesquisa, do pensamento livre de preconceitos, e da busca continuada da verdade.
Os livros da codificação espírita são coerentes com a ciência convencional, e tem como pedra angular “O Livro dos Espíritos”, que traz uma ordenação lógica de pensamentos e idéias.
Com esses fundamentos científicos e filosóficos é que Kardec pode escrever no início do Evangelho Segundo o Espiritismo, que a “Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da Humanidade.”
Que todos nós possamos ler e estudar a história do Espiritismo, acompanhar seus desdobramentos em todo o mundo, mas principalmente no Brasil, onde tivemos o florescer de grandes médiuns como Chico Xavier, Divaldo Franco e Yvonne Pereira.
Além de ser compreendido, o Espiritismo precisa ser descoberto por cada um de nós, permitindo que a luz da razão e sutileza da sensibilidade nos permitam libertar a consciência das algemas do preconceito.

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A PORTA DIVINA – Caminho, Verdade e Vida – emmanuel – Chico Xavier

25 mai / 2014
Escrito por Alan Diniz

“Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-­se-­á.” Jesus (JOÃO, 10: 9) 

Nos caminhos da vida, cada companheiro portador de expressão intelectual um pouco mais alta converte-­se naturalmente em voz imperiosa para os nossos ouvidos. E cada pessoa que segue à frente de nós abre portas ao nosso espírito. Os inconformados abrem estradas à rebelião e à indisciplina. Os velhacos oferecem passagem para o cativeiro em que exerçam dominação. Os escritores de futilidades fornecem passaporte para a província do tempo perdido. Os maledicentes encaminham quem os ouve a fontes envenenadas. Os viciosos quebram as barreiras benéficas do respeito fraternal, desvendando despenhadeiros onde o perigo é incessante. Os preguiçosos conduzem à guerra contra o trabalho construtivo. Os perversos escancaram os precipícios do crime. Ainda que não percebas, várias pessoas te abrem portas, cada dia, através da palavra falada ou escrita, da ação ou do exemplo. Examina onde entras com o sagrado depósito da confiança. Muita vez, perderás longo tempo para retomar o caminho que te é próprio. Não nos esqueçamos de que Jesus é a única porta de verdadeira libertação. Através de muitas estações no campo da Humanidade, é provável
recebamos proveitosas experiências, amealhando-­as à custa de desenganos terríveis, mas só em Cristo, no clima sagrado de aplicação dos seus princípios, é possível encontrar a passagem abençoada de definitiva salvação.

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