Artigos escritos durante o mês de: junho 2014

NÃO TE ESQUEÇAS – Caminho, Verdade e Vida – Emmanuel – Chico Xavier

29 jun / 2014
Escrito por Alan Diniz

“Porque muitos dos judeus, por causa dele, iam  e criam em Jesus.” 
(JOÃO, 12: 11) 
Narra  o  Evangelho  de  João  que  muita  gente,  encaminhando-­se  para  Betânia, buscava acercar-­se do Mestre, não somente para vê-­lo, mas para contemplar
também a figura de Lázaro, retirado do sepulcro.  Nessa movimentação, muitos  iam  e  voltavam  transformados,  irritando  os  círculos farisaicos.  Essa lembrança do Apóstolo é preciosa.  A situação, todavia, é idêntica nos dias atuais.  A alma voltada para o Cristo quase sempre foi ressuscitada por seu amor,  escapando à sombra dos pesadelos intelectuais que operam a morte do sentimento…  Muitos  homens  estão mortos, soterrados  nos sepulcros  da indiferença,  do  egoísmo, da negação.  Quando um companheiro, como Lázaro, tem a felicidade de ser tocado pelo  Cristo,  eis  que se  estabelece  a  curiosidade  geral  em torno  de suas  atitudes. Todos  desejam conhecer-­lhe as modificações.  Se és, portanto, um beneficiado de Jesus; se o Senhor já te levantou do pó
terrestre  para  o  conhecimento  da  vida  infinita, recorda-­te  de  que  teus  amigos,  na  maioria, têm noticias do Mestre; todavia, ainda não estão preparados a compreendê-­
lo integralmente. Serás, como Lázaro, o ponto de observação direta para todos eles.  Somente começarão a receber a claridade da crença sincera por ti, reconhecendo o  poder  de  Jesus  pela  transformação  que  estejas  demonstrando.  Se  já  foste,  pois,  chamado pelo Senhor da Vida, está em tuas mãos continuares nos recintos da morte  ou levantares para a edificação dos que te rodeiam.

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Olhar científico

29 jun / 2014
Escrito por Geraldo de Tarso

            O homem sempre demonstrou interesse em conhecer o universo, desde os gregos antigos e, mais tarde, com Copérnico e Isaac Newton. Desenvolveu pesquisas, estudos e teorias para melhor explicar esse mistério infinito.

O Universo vem sendo regido pelas mesmas leis físicas e constantes durante a maior parte de sua extensão e história. Aqueles observadores que tiveram a clareza de estudar e compreender algumas dessas leis, não inventaram essas leis. Essas leis foram observadas, estudadas e compreendidas. Esses estudiosos apenas divulgaram tais descobertas e, mesmo assim, quase sempre foram desacreditados pelos seus pares.

O tempo, o estudo e o amadurecimento das pesquisas científicas vieram confirmar todas essas grandes descobertas. O que se julgava crendice virou ciência.

Assim também ocorreu e ainda ocorre com o Espiritismo.

Quando Allan Kardec se deteve a estudar e observar aqueles fatos intrigantes que ocorriam na sociedade francesa, e que chamavam a atenção pela seqüência de fatos inexplicáveis, emergia uma doutrina capaz de explicar as leis (já existentes) que mediavam a comunicação e interação entre duas dimensões diferentes.

Por mais de dez anos seguidos Allan Kardec participou de milhares de reuniões mediúnicas, em Paris e no interior da França. A mediunidade eclodia em todos os lugares, e carecia de explicações razoáveis. Dessa maneira, Espiritismo foi organizado lenta e metodicamente.

Todas as anotações eram guardadas, estudadas, comparadas. Após observar que muitas das informações dos Espíritos se assemelhavam, observou-se uma base racional em todas elas, denominada de generalidade concordante, que iria nortear toda a codificação espírita.

Esse espírito de pesquisa e observação prevaleceu em toda a obra de Kardec. Hoje temos uma Doutrina de muito conteúdo filosófico, Religioso e Científico, fruto de muitos estudos e pesquisas, de comparações e análises.

O Espiritismo é científico.

            Finalizo lembrando a frase de Charles Richet: “…todas as vezes que um sábio assentiu em estudar de maneira aprofundada esses fenômenos, chamados outrora ocultos, adquiriu a convicção da existência dessas manifestações. Na história da Metapsíquica, não conheço um só caso, um só, de observador consciencioso que, após dois anos de estudo, concluísse pela negativa.”

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OS VIVOS DO ALÉM – Caminho, Verdade e Vida – Emmanuel – Chico Xavier

22 jun / 2014
Escrito por Alan Diniz

“E  eis  que  estavam  falando  com  ele  dois  varões,  que  eram Moisés e Elias.” 
(LUCAS, 9: 30) 

Várias  escolas  religiosas,  defendendo  talvez  determinados  interesses  do  sacerdócio,  asseguram  que  o  Evangelho  não  apresenta  bases  ao  movimento  de
intercâmbio  entre  os  homens  e  os  espíritos  desencarnados  que  os  precederam  na
jornada do Mais Além…  Entretanto,  nesta  passagem  de  Lucas,  vemos  o  Mestre  dos  Mestres  confabulando com duas entidades egressas da esfera invisível de que o sepulcro é a  porta de acesso.  Aliás,  em  diversas  circunstâncias  encontramos  o Cristo  em  contacto  com  almas  perturbadas  ou  perversas,  aliviando  os  padecimentos  de  infortunados  perseguidos.  Todavia,  a  mentalidade  dogmática  encontrou  aí  a  manifestação  de  Satanás, inimigo eterno e insaciável.  Aqui,  porém,  trata-­se  de  sublime  acontecimento  no  labor.  Não  vemos  qualquer  demonstração  diabólica  e,  sim,  dois  espíritos  gloriosos  em  conversação íntima  com  o  Salvador.  E  não  podemos  situar  o  fenômeno  em  associação  de  generalidades, porquanto os “amigos do outro mundo”, que falaram com Jesus sobre  o monte, foram devidamente identificados. Não se registrou o fato, declarando-­se,  por exemplo, que se tratava da visita de um anjo, mas de Moisés e do companheiro, dando-se a entender claramente que os “mortos” voltam de sua nova vida.

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Uma nova Revelação

22 jun / 2014
Escrito por Geraldo de Tarso

 

A Revelação Espírita fez conhecer ao mundo a realidade das leis que regem a vida espiritual, e suas relações com o chamado mundo dos vivos.

Antes de 1857 tinha-se uma crença vaga e desorganizada sobre a existência do Espírito. Muitos acreditavam nessa realidade, mas não se tinha uma idéia clara e precisa dessa interação Corpo / Espírito.

O fenômeno mediúnico era cercado de opiniões particulares, desprovidos de qualquer observação científica e metódica. Em muitos lugares, a mediunidade se prestava a distração dos participantes e curiosos. O olhar desatento daqueles homens se fixava na superfície do fenômeno mediúnico, incapaz de ampliar o entendimento acerca daquela realidade transcendente.

Foi preciso um homem da ciência se debruçar sobre aquelas mesas girantes para avaliar seriamente aqueles fenômenos estranhos, para observar (sem casuísmos), para estudar (sem preconceitos), para comparar (sem interesses particulares), utilizando o método da experimentação científica, daí tirando conclusões racionais, até então desconhecidas e misteriosas.

Nascia uma nova ciência capaz de explicar toda a relação do mundo material com aquelas energias poderosas, que se manifestavam por algumas pessoas de grande sensibilidade, mais tarde definidas como médiuns.

É uma pena que o mundo científico de hoje seja tão descrente, cercado de tanta vaidade, e quase completamente fixado nos conceitos que interessam à realidade passageira do mundo material.

No sentido conceitual, esquecem que a vida é uma só, seja ela expressa na realidade tangível da  matéria, seja ela perceptível na realidade do corpo espiritual. Físico ou espiritual, tudo é vida!… Tudo pulsa dando notícias de uma Inteligência Suprema. Cientistas iluminados e Médiuns fazem parte de um programa divino que, um dia, aproximará aquilo que se vê com aquilo que se sente.

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10 MEDIUNIDADE – Caminho, Verdade e Vida – Emmanuel – Chico Xavier

15 jun / 2014
Escrito por Alan Diniz

“E  nos  últimos  dias  acontecerá,  diz  o  Senhor,  que  do 
meu Espírito derramarei sobre toda carne; os vossos filhos e as  vossas  filhas  profetizarão,  vossos  mancebos  terão  visões  e  os  vossos velhos sonharão sonhos.” 
(ATOS, 2: 17) 
No  dia  de  Pentecostes, Jerusalém  estava repleta  de forasteiros.  Filhos  da  Mesopotâmia, da Frígia, da Líbia, do Egito, cretenses, árabes, partos e romanos se  aglomeravam  na  praça  extensa,  quando  os  discípulos  humildes  do  Nazareno  anunciaram  a  Boa  Nova,  atendendo  a  cada  grupo  da  multidão  em  seu  idioma  particular.  Uma onda de surpresa e de alegria invadiu o espírito geral.  Não  faltaram  os  cépticos,  no  divino  concerto,  atribuindo  à  loucura  e  à  embriaguez a revelação observada.  Simão Pedro destaca­se e esclarece que se trata da luz prometida pelos céus  à escuridão da carne.  Desde  esse  dia,  as  claridades  do  Pentecostes  jorraram  sobre  o  mundo,
incessantemente. Até aí, os discípulos eram frágeis e indecisos, mas, dessa hora em  diante, quebram as influências do meio, curam os doentes, levantam o espírito dos
infortunados, falam aos reis da Terra em nome do Senhor.  O poder de Jesus se lhes comunicara às energias reduzidas.  Estabelecera­se  a  era  da mediunidade,  alicerce  de todas  as realizações  do  Cristianismo, através dos séculos.  Contra  o  seu  influxo,  trabalham,  até  hoje,  os  prejuízos  morais  que  avassalam  os  caminhos  do  homem, mas  é sobre  a mediunidade,  gloriosa  luz  dos  céus  oferecida  às  criaturas,  no  Pentecostes,  que  se  edificam  as  construções  espirituais de todas as comunidades sinceras da Doutrina do Cristo e é ainda ela que,  dilatada  dos  apóstolos  ao  círculo  de  todos  os  homens,  ressurge  no  Espiritismo  cristão, como a alma imortal do Cristianismo redivivo.

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