Artigos escritos durante o mês de: julho 2014

AS VARAS DA VIDEIRA – Caminho,Verdade e Vida – Emmanuel – Chico Xavier

27 jul / 2014
Escrito por Alan Diniz

“Eu sou a videira, vós as varas.”
Jesus (JOÃO, 15: 5) 
Jesus é o bem e o amor do princípio. Todas as noções generosas da Humanidade nasceram de sua divina influenciação. Com justiça, asseverou aos discípulos, nesta passagem do Evangelho
de João, que seu  espírito sublime representa a árvore da vida e seus seguidores
sinceros as frondes promissoras, acrescentando que, fora do tronco, os galhos se
secariam, caminhando para o fogo da purificação. Sem o Cristo, sem a essência de sua grandeza, todas as obras humanas estão destinadas a perecer. A ciência será frágil e pobre sem os valores da consciência, as escolas religiosas estarão condenadas, tão logo se afastem da verdade e do bem.
Infinita é a misericórdia de Jesus nos movimentos da vida planetária. No centro de toda expressão nobre da existência pulsa seu coração amoroso, repleto da seiva do perdão e da bondade. Os homens são varas verdes da árvore gloriosa. Quando traem seus deveres, secam­se porque se afastam da seiva, rolam ao chão dos desenganos, para que se purifiquem no fogo dos sofrimentos reparadores, a fim de serem novamente tomados por Jesus, à conta de sua misericórdia, para a renovação. É razoável, portanto, positivemos nossa fidelidade ao Divino Mestre, refletindo no elevado número de vezes em que nos ressecamos, no passado, apesar
do imenso amor que nos sustenta em toda a vida.

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Olhando para o futuro

27 jul / 2014
Escrito por Geraldo de Tarso

            Na história da evolução humana observamos que o homem vem, ao longo do espaço-tempo, modificando o seu olhar.

Há milhares de anos atrás, a criatura recém humanizada utilizava a visão como instrumento de busca de suas necessidades físicas. Enxergava e buscava o que o corpo carecia. A visão era direcionada aos alimentos e às caças. Vivia a vida física quase totalmente entregue a satisfação da fisiologia animal.

As experiências acumuladas, na sequência das muitas vidas terrenas, dão ao Homo sapiens a possibilidade de estender o olhar, de ver o horizonte como caminho e de buscar as conquistas que o raciocínio lhe permitia. Surge, então, a comunidade organizada e as cidades são o emblema de suas aquisições intelectuais. O homem já consegue dar os primeiros passos da fraternidade.

A razão amadurece e a consciência, já bastante crítica, observa e se assusta com a morte. Começa a questionar a vida, começa a questionar a morte, começa a questionar a dor e começa a questionar a si mesmo. Porque? Porque?

O homem inicia um período de maior discernimento. O raciocínio começa a “ver” as elaborações da mente e, então, descobre as realidades maiores que vivem num outro plano, na dimensão da antimatéria. O homem, surpreso, proclama em voz segura: “Existe uma outra vida, além dessa vida! …”

O que virá agora?

O silêncio, de nossas respostas esperam as novas conquistas do espírito imortal.

No momento, dispomos de uma casa mental complexa, onde a sensibilidade apurada e os raciocínios brilhantes da alma humana, ainda se impressionam com as descobertas das realidades do universo do infinitamente pequeno e do espaço cósmico desafiador, que se mostra acima de nossa cabeças.

O homem muda o seu olhar. Muda a direção e o sentido de sua visão, deixa de olhar somente para fora ou para dentro. Seu olhar deixa de buscar as descobertas de uma animação desafiadora, para poder ver e sentir com outras percepções.

A reencarnação passa a fazer parte de suas possibilidades e, feliz, o homem admite e descobre que a vida continua. Graças a Deus, a vida continua! …

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INTUIÇÃO – 156 – Caminho, Verdade e Vida – Emmanuel – Chico Xavier

13 jul / 2014
Escrito por Alan Diniz

“Porque a profecia jamais foi produzida por vontade de  homem  algum,  mas  os  homens  santos  de  Deus  falaram 
inspirados pelo Espírito Santo.” 
(II PEDRO, 1: 21) 
Todos os homens participam dos poderes da intuição, no divino tabernáculo  da  consciência,  e  todos  podem  desenvolver suas  possibilidades  nesse sentido,  no domínio da elevação espiritual.  Não  são  fundamentalmente  necessárias  as  grandes  manifestações fenomênicas da mediunidade para que se estabeleçam movimentos de intercâmbio  entre os planos visível e invisível.  Todas as noções que dignificam a vida humana vieram da esfera superior. E  essas idéias nobilitantes não se produziram por vontade de homem algum, porque os
raciocínios propriamente terrestres sempre se inclinam para a materialidade em seu  arraigado egoísmo.  A revelação divina, significando o que a Humanidade possui de melhor, é  cooperação  da  espiritualidade sublime, trazida  às  criaturas pelos  colaboradores  de  Jesus, através da  exemplificação, dos atos  e das palavras dos homens retos que, a  golpes  de  esforço  próprio,  quebram  o  círculo  de  vulgaridades  que  os  rodeia,
tornando-­se instrumentos de renovação necessária.  A  faculdade  intuitiva  é  instituição  universal.  Através  de  seus recursos, recebe o homem terrestre as vibrações da vida mais alta, em contribuições religiosas, filosóficas,  artísticas  e  científicas,  ampliando  conquistas  sentimentais  e  culturais,  colaboração  essa  que  se  verifica sempre,  não  pela  vontade  da  criatura,  mas  pela  concessão de Deus.

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A Palavra e o Exemplo

13 jul / 2014
Escrito por Geraldo de Tarso

            Não há dúvida em afirmar que a palavra, seja ela escrita ou falada, carrega as idéias e as emoções de quem a proferiu. A palavra impacta fortemente em qualquer circunstância, mas precisamente se torna mais poderosa quando pronunciada por uma vontade firme e determinada.

A palavra esclarece, ilumina, acalma, instrui, cura, impõe, cede, aceita, recusa e propõe. A palavra é um instrumento forte e determinante quando utilizada de maneira sábia, e aí está a disposição da humanidade, que ainda pouco compreendeu de suas possibilidades.

Muitas vezes, entretanto, a palavra não é suficiente para imprimir um novo rumo em nossos caminhos. Apesar da beleza e da energia transcendente que carrega, a palavra, por vezes fica soterrada pelo orgulho e pelo egoísmo, que a constrange e lhe aprisiona os impulsos de uma nova luz.

A humanidade ainda permanece distraída com o “vinho” das emoções fortes e materiais, que lhe embriagam a lucidez e o bom senso. O homem carrega uma miopia espiritual, não conseguindo e não querendo enxergar o que vai além das sensações físicas. A conveniência de uma sociedade consumista lhe inibe os bons impulsos.

O “circo” dos espetáculos terrenos impressiona o observador desatento, que se deixa conduzir pelo que lhe impressiona os sentidos, esquecendo a nobreza de gestos que ocorrem ao seu lado, e que lhe trariam a instrução e a luz de um novo caminho.

A palavra fica como um diamante perdido, de altíssimo valor, desprezado pela humanidade ansiosa, que corre enlouquecida na busca de prazeres e mais prazeres, aplacando necessidades fictícias inventadas por psiquismos desvairados.

Permanece o exemplo de cada um como uma última solução para trazer ao mundo o começo de uma nova era. Se a palavra esclareceu mas não foi lida, se a lógica iluminou o raciocínio mas foi esquecida, se o fato impressionou mas não foi suficiente, algo a mais precisa o homem para romper o casulo que lhe aprisiona.

Quem sabe, se o gesto nobre e o exemplo do bem não trarão maior inspiração à humanidade, que sofre severa doença do psiquismo. Sabemos que uma atitude “fala” mais do que mil palavras, mas a boa atitude repercute muito mais e, invariavelmente, carrega a multiplicação dos sentimentos daqueles que lhe seguem a jornada e que lhe acompanham o exemplo.

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170 – DOMÍNIO ESPIRITUAL – Caminho, Verdade e Vida – Emmanuel – Chico Xavier

6 jul / 2014
Escrito por Alan Diniz

“Não estou só, porque o Pai está comigo.”  Jesus (JOÃO, 16: 32)
Nos  transes  aflitivos  a  criatura  demonstra  sempre  onde  se  localizam  as
forças exteriores que lhe subjugam a alma.  Nas grandes horas de testemunho, no sofrimento ou na morte, os avarentos  clamam pelas posses efêmeras, os arbitrários exigem a obediência de que se julgam  credores, os super sentimentalistas reclamam o objeto de suas afeições.  Jesus,  todavia,  no  campo supremo  das  últimas  horas  terrestres, mostra-se  absoluto  senhor  de  si  mesmo,  ensinando-­nos  a  sublime  identificação  com  os propósitos do Pai, como o mais avançado recurso de domínio próprio.  Ligado  naturalmente  às  mais  diversas  forças,  no  dia  do  Calvário  não se  prendeu a nenhuma delas.  Atendia ao governo humano lealmente, mas Pilatos não o atemoriza.  Respeitava a lei de Moisés; entretanto, Caifás não o impressiona.  Amava enternecidamente os discípulos; contudo, as razões afetivas não lhe  dominam o coração.  Cultivava com admirável devotamento o seu trabalho de instruir e socorrer,  curar e consolar; no entanto, a possibilidade de permanecer não lhe seduz o espírito.  O ato de Judas não lhe arranca maldições.  A ingratidão dos beneficiados não lhe provoca desespero.  O pranto das mulheres de Jerusalém não lhe entibia o ânimo firme.  O sarcasmo da multidão não lhe quebra o silêncio.  A cruz não lhe altera a serenidade.  Suspenso no madeiro, roga desculpas para a ignorância do povo.  Sua  lição  de  domínio  espiritual  é  profunda  e  imperecível.  Revela  a  necessidade  de  sermos  “nós  mesmos”,  nos  transes  mais  escabrosos  da  vida,  de consciência tranqüila elevada à Divina Justiça e de coração fiel dirigido pela Divina  Vontade

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