Artigos escritos durante o mês de: agosto 2014

O TEMPO – Arte – Emmanuel – Chico Xavier – Caminho, Verdade e Vida

24 ago / 2014
Escrito por Alan Diniz

“Aquele que faz caso do dia, patrão Senhor o faz.”Paulo. (ROMANOS, 14: 6)
A maioria dos homens não percebe ainda os valores infinitos do tempo. Existem efetivamente os que abusam dessa concessão divina. Julgam que a riqueza dos benefícios lhes é devida por Deus. Seria justo, entretanto, interrogá-­los quanto ao motivo de semelhante
presunção. Constituindo a Criação Universal patrimônio comum, é razoável que todos
gozem as possibilidades da vida; contudo, de modo geral, a criatura não medita na
harmonia das circunstâncias que se ajustam na Terra, em favor de seu
aperfeiçoamento espiritual. É lógico que todo homem conte com o tempo, mas, se esse tempo estiver sem luz, sem equilíbrio, sem saúde, sem trabalho?
Não obstante a oportunidade da indagação, importa considerar que muito
raros são aqueles que valorizam o dia, multiplicando-­se em toda parte as fileiras dos
que procuram aniquilá­lo de qualquer forma. A velha expressão popular “matar o tempo” reflete a inconsciência vulgar, nesse sentido. Nos mais obscuros recantos da Terra, há criaturas exterminando possibilidades sagradas. No entanto, um dia de paz, harmonia e iluminação, é muito importante para o concurso humano, na execução das leis divinas. Os interesses imediatistas do mundo clamam que o “tempo é dinheiro”, para, em seguida, recomeçarem todas as obras incompletas na esteira das reencarnações. . Os homens, por isso mesmo, fazem e desfazem, constroem e destroem, aprendem levianamente e recapitulam com dificuldade, na conquista da experiência. Em quase todos os setores de evolução terrestre, vemos o abuso da oportunidade complicando os caminhos da vida; entretanto, desde muitos séculos, o apóstolo nos afirma que o tempo deve ser do Senhor.

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Ciência Espírita – Geraldo de Tarso

24 ago / 2014
Escrito por Geraldo de Tarso

Há algumas décadas a humanidade observa, surpresa, os avanços da ciência que estuda e desvenda o mecanismo da Mente Humana. A Psiquiatria mergulha na enigmática fisiologia da química cerebral, começando a entender o que antes fazia parte dos grandes mistérios. A Psicologia desvenda o jogo de forças que se processa no mecanismo das emoções, e entrega ao homem dois grandes universos: o Consciente e o Inconsciente.
O homem de hoje está repleto de estudos e informações, e a notícia atualizada corre o mundo no espaço de um segundo.
Grande parte da humanidade não aceita mais a imposição de conceitos e de crenças. Tudo deve estar sustentado na evidência que a ciência propõe, e no modelo científico avalizado por professores e pesquisadores.
No passado, entretanto, já estivemos escravizados; seja na escravidão do corpo negro, seja na escravidão de ideais fraternos e libertadores. Quem se atrevia a explicar uma novidade científica ao poder constituído de algumas religiões, corria o sério risco de morrer na fogueira. O orgulho descabido e o despotismo dos líderes religiosos impunham a crença: Acredita ou morre!…
Assim funcionava a maioria das religiões ocidentais, que dominavam a Europa no triste período da Inquisição.
Foi essa a razão que levou Allan Kardec a escrever no livro A Gênese: “as duas primeiras Revelações só poderiam ser resultados de instruções diretas”, face a precariedade dos conhecimentos daqueles povos, e das consciências pouco amadurecidas daquelas civilizações.
Quando a Europa já alavancava os estudos e as pesquisas científicas, coincidindo com a derrocada moral das grandes religiões dominantes, surge a Doutrina Espírita no seio do Iluminismo francês, surpreendendo filósofos e cientistas da época, que se impressionaram com a lógica e a racionalidade daqueles conceitos espíritas. Em silêncio, os estudiosos ouviam Kardec afirmar que o Espiritismo se fundamenta em um fato, e este fato está na natureza.”
O Espiritismo nasceu para ser um braço científico dos estudiosos da vida.
Hoje a ciência alcançou expressões maravilhosas e inimagináveis, devassando o mundo microcósmico em busca de explicações para todos os mistérios. Disse Kardec que “a inteligência desenvolvida não pode se conformar com um papel passivo.” É preciso que a Ciência se permita, pelo menos, admitir o princípio da reencarnação, e observará que a racionalidade de sua proposição ocupará os espaços vazios que a pesquisa científica não consegue explicar.

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CAMINHO, VERDADE E VIDA (pelo Espírito Emmanuel) – Chico Xavier

10 ago / 2014
Escrito por Alan Diniz

O NOVO MANDAMENTO

“Um novo mandamento vos dou: que vos ameia uns aos  outros, como eu vos amei.”
Jesus (JOÃO, 13: 34) 

A leitura despercebida do texto induziria o leitor a sentir nessas palavras do
Mestre absoluta identidade com o seu ensinamento relativo à regra áurea Entretanto, é preciso salientar a diferença. O “ama a teu próximo como a ti mesmo” é diverso do “que vos ameis uns aos outros como eu vos amei”. O primeiro institui um dever, em cuja execução não é razoável que o homem cogite da compreensão  alheia. O aprendiz amará o  próximo como a si mesmo. Jesus, porém, engrandeceu  a fórmula, criando o novo mandamento na
comunidade cristã. O Mestre refere­se a isso na derradeira reunião com os amigos
queridos, na intimidade dos corações. A recomendação “que vos ameis uns aos outros como  eu  vos amei” assegura o regime da verdadeira solidariedade entre os discípulos, garante a
confiança fraternal e a certeza do entendimento recíproco. Em todas as relações comuns, o cristão amará o próximo como a si mesmo, reconhecendo, contudo, que no lar de sua fé conta com irmãos que se amparam efetivamente uns aos outros. Esse é o novo mandamento que estabeleceu a intimidade legítima entre os que se entregaram ao Cristo, significando que, em seus ambientes de trabalho, há quem se sacrifique e quem compreenda o sacrifício, quem ame e se sinta amado, quem faz o bem e quem saiba agradecer. Em qualquer círculo do Evangelho, onde essa característica não assinala as manifestações dos companheiros entre si, os argumentos da Boa Nova podem haver atingido os cérebros indagadores, mas ainda não penetraram o santuário dos corações.

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155 – ENTRE OS CRISTÃOS – Caminho, Verdade e Vida – Emmanuel – Chico Xavier

3 ago / 2014
Escrito por Alan Diniz

“Mas entre vós não será assim.”
Jesus (MARCOS, 10: 43) 
Desde as eras mais remotas, trabalham os agrupamentos religiosos pela obtenção dos favores celestes. Nos tempos mais antigos, recordava-­se da Providência tão ­só nas ocasiões
dolorosas e graves. Os crentes ofereciam sacrifícios pela felicidade doméstica, quando a enfermidade lhes invadia a casa; as multidões edificavam templos, em surgindo calamidades públicas. Deus era compreendido apenas através dos dias felizes. A tempestade purificadora pertencia aos gênios perversos. Cristo, porém, inaugurou uma nova época. A humildade foi o seu caminho, o amor e o trabalho o seu  exemplo, o martírio a sua palma de vitória. Deixou  a
compreensão de que, entre os seus discípulos, o  princípio de fé jamais será o da
conquista fácil de favores do céu, mas o de esforço ativo pela iluminação própria e
pela execução dos desígnios de Deus, através das horas calmas ou tempestuosas da
vida. A maior lição do Mestre dos Mestres é a de que ao invés de formularmos
votos e sacrifícios convencionais, promessas e ações mecânicas, como a escapar dos
deveres que nos competem, constitui-­nos obrigação primária entregarmo-­nos, humildes, aos sábios imperativos da Providência, submetendo-­nos à vontade justa e misericordiosa de Deus, para que sejamos aprimorados em suas mãos.

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