Artigos escritos durante o mês de: novembro 2014

Caminho, Verdade e Vida – Emmanuel – Chico Xavier

23 nov / 2014
Escrito por Alan Diniz

ENTRA E COOPERA – Chico Xavier – Emmanuel

“E ele, tremendo e atônito, disse: Senhor, que queres que eu faça? Respondeu­lhe o Senhor: — Levanta­te e entra na cidade e lá te será dito o que te convém fazer.”
(ATOS, 9: 6)

Esta particularidade dos Atos dos Apóstolos reveste­se de grande beleza para os que desejam compreensão do serviço com o Cristo. Se o Mestre aparecera ao rabino apaixonado de Jerusalém, no esplendor da luz divina e imortal, se lhe dirigira palavras diretas e inolvidáveis ao coração, por que não terminou o esclarecimento, recomendando­lhe, ao invés disso, entrar em Damasco, a fim de ouvir o que lhe convinha saber? É que a lei da cooperação entre os homens é o grande e generoso princípio, através do qual Jesus segue, de perto, a Humanidade inteira, pelos canais da inspiração. O Mestre ensina os discípulos e consola­os através deles próprios. Quanto mais o aprendiz lhe alcança a esfera de influenciação, mais habilitado estará para constituir­se em seu instrumento fiel e justo. Paulo de Tarso contemplou o Cristo ressuscitado, em sua grandeza imperecível, mas foi obrigado a socorrer­se de Ananias para iniciar a tarefa redentora que lhe cabia junto dos homens. Essa lição deveria ser bem aproveitada pelos companheiros que esperam ansiosamente a morte do corpo, suplicando transferência para os mundos superiores, tão­somente por haverem ouvido maravilhosas descrições dos mensageiros divinos. Meditando o ensinamento, perguntem a si próprios o que fariam nas esferas mais altas, se ainda não se apropriaram dos valores educativos que a Terra lhes pode oferecer.Mais razoável, pois, se levantem do passado e penetrem a luta edificante de cada dia, na Terra, porquanto, no trabalho sincero da cooperação fraternal, receberão de Jesus o esclarecimento acerca do que lhes convém fazer.

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10 – EM EQUIPE – Benção de Paz – Chico Xavier – Emmanuel

23 nov / 2014
Escrito por Alan Diniz

Se todos, porém, fossem um só membro, onde estaria o corpo? – Paulo.
(I Coríntios, 12:19)

Na edificação espírita-cristã auxiliemos cada companheiro a perceber o valor do esforço que se lhe atribui.
Nunca será demais repetir que todos, encarnados e desencarnados, atendendo aos interesses da própria evolução, na obra da Doutrina Espírita, funcionamos em equipe, visando a um fim – a consolidação do bem geral.
* * *
Cada tarefeiro é situado no lugar certo, para a cooperação exata.
Este retém a palavra vibrante, aquele conserva com mais segurança o senso da direção, outro escreve de modo convincente, outro ainda, com mais propriedade, fornece a energia curadora… Há quem se responsabilize pela escola, pelo conforto moral, pela assistência aos necessitados, pela enfermagem da alma…
Todo trabalho a fazer, quanto ocorre a cada peça de determinado engenho, é de suma importância. Em razão disso, não existem privilégios ou distinções na construção da Espiritualidade Superior.
* * *
O colaborador requestado à produção de fenômenos espetaculares ou aos efeitos brilhantes da inteligência, não é maior que o obreiro encarregado de lenir feridas ou suprimir aflições na retaguarda.
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O apóstolo Paulo, em se reportando ao assunto, articulou esta feliz expressão: “Se todos, porém, fossem um só membro, onde estaria o corpo?”
Os olhos não substituem os ouvidos e nem as mãos tomam para si os deveres dos pés;
contudo, trabalham todos, interligados, em proveito da personalidade real.
Aprendamos com a natureza e, sustentando-nos na posição que nos é própria, aprimoremos, quanto possível, a nossa capacidade de servir, reconhecendo sempre que a seara do bem pertence ao Senhor.

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Caminho, Verdade e Vida – Emmanuel – 101 – Tudo em Deus

9 nov / 2014
Escrito por Alan Diniz

“Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma.”
Jesus (JOÃO, 5: 30) 

Constitui ótimo exercício contra a vaidade pessoal a meditação nos fatores
transcendentes que regem os mínimos fenômenos da vida. O homem nada pode sem Deus. Todos temos visto personalidades que surgem dominadoras no palco terrestre, afirmando­se poderosas sem o amparo do Altíssimo; entretanto, a única realização que conseguem efetivamente é a dilatação ilusória pelo sopro do mundo, esvaziando­se aos primeiros contactos com as verdades divinas. Quando aparecem, temíveis, esses gigantes de vento espalham ruínas materiais e aflições de espírito; todavia, o mesmo mundo que lhes confere pedestal projeta­os no abismo do desprezo comum; a mesma multidão que os assopra
incumbe­se de repô­los no lugar que lhes compete. Os discípulos sinceros não  ignoram que todas as suas possibilidades procedem do Pai amigo e sábio, que as oportunidades de edificação na Terra, com a excelência das paisagens, recursos de cada dia e bênçãos dos seres amados, vieram de Deus que os convida, pelo espírito de serviço, a ministérios mais santos; agirão, desse modo, amando sempre, aproveitando para o bem e esclarecendo para a
verdade, retificando caminhos e acendendo novas luzes, porque seus corações
reconhecem que nada poderão fazer  de si próprios e honrarão o Pai, entrando em
santa cooperação nas suas obras.

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Se crês em Deus -Texto escrito por Emmanuel / Chico Xavier (livro: Coragem – Capm 16

9 nov / 2014
Escrito por Alan Diniz

            “Se crês em Deus, por mais te ameacem os anúncios do pessimismo, com relação a prováveis calamidades futuras, conservarás o coração tranquilo, na convicção de que a Sabedoria Divina sustenta e sustentará o equilíbrio da vida.

Se crês em Deus, em lugar nenhum experimentarás solidão ou tristeza, porque te observarás em ligação constante com todo o Universo, reconhecendo que laços de amor e de esperança te identificam com todas as criaturas.

Se crês em Deus, nunca te perderás no labirinto da revolta ou da desesperação, ante golpes e injúrias que se te projetem na estrada, porquanto interpretarás ofensores e delinquentes na condição de infelizes, muito mais necessitados de bondade e proteção que de fel e censura.

Se crês em Deus, jornadearás na Terra sem adversários, de vez que, por mais se multipliquem na senda aqueles que te agridam ou menosprezem, aceitarás inimigos e opositores, à conta de irmãos nossos, situados em diferentes pontos de vista.

Se crês em Deus, jamais te faltarão confiança e trabalho, porque te erguerás, cada dia, na certeza de que dispões da bendita oportunidade de comunicação com os outros, desfrutando o privilégio incessante de auxiliar e abençoar, entender e servir.

Se crês em Deus, caminharás sem aflição e sem medo, nas trilhas do mundo, por maiores surjam perigos e riscos a te obscurecerem a estrada, porquanto, ainda mesmo à frente da morte, reconhecerás que permaneces com Deus, tanto quanto Deus está sempre contigo, além de provações e sombras, limitações e mudanças, em plenitude de vida eterna”.

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AUXÍLIOS DO INVISÍVEL – Caminho, Verdade e Vida – Chico Xavier – Emmanuel

2 nov / 2014
Escrito por Alan Diniz

“E,  depois  de  passarem  a  primeira  e segunda  guarda,  chegaram à porta de ferro, que dá para a cidade, a qual se lhes  abriu por si mesma; e, tendo saído, percorreram uma rua e logo o anjo se apartou dele.” 

(ATOS, 12: 10)

Os homens esperam sempre ansiosamente o auxílio do plano espiritual. Não
importa o nome pelo qual se designe esse amparo. Na essência é invariavelmente o
mesmo, embora seja conhecido entre os espiritistas por “proteção dos guias” e nos
círculos protestantes por “manifestações do Espírito Santo”. As denominações apresentam interesse secundário. Essencial é considerarmos que semelhante colaboração constitui elemento vital nas atividades do crente sincero. No entanto, a contribuição recebida por Pedro, no cárcere, representa lição para todos. Sob cadeias pesadíssimas, o pescador de Cafarnaum vê aproximar­se o anjo do Senhor, que o liberta, atravessa em sua companhia os primeiros perigos na prisão, caminha ao lado do mensageiro, ao longo de uma rua; contudo, o emissário afasta­  se, deixando­o novamente entregue à própria liberdade, de maneira a não
desvalorizar­lhe as iniciativas. Essa exemplificação é típica. Os auxílios do invisível são incontestáveis e jamais falham em suas multiformes expressões, no momento oportuno; mas é imprescindível não se vicie o crente com essa espécie de cooperação, aprendendo a caminhar sozinho, usando a independência e a vontade no que é justo e útil, convicto de que se encontra no mundo para aprender, não lhe sendo permitido reclamar dos instrutores a solução de problemas necessários à sua condição de aluno.

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