Artigos escritos durante o mês de: janeiro 2015

CAMINHO, VERDADE E VIDA (pelo Espírito Emmanuel) 127 ENQUANTO É DIA – Chico Xavier

25 jan / 2015
Escrito por Alan Diniz

“Convém que eu faça as obras d’Aquele que me enviou,  enquanto é dia.” Jesus (JOÃO, 9: 4)

Sabemos que o labor divino do Mestre é incessante e efetua­se num dia perene e resplandecente de oportunidades; no entanto, para gravar­nos no  entendimento o valor real da passagem na Terra, fala­nos Jesus de sua conveniência em aproveitar o ensejo do contacto direto com as criaturas. Se semelhante atitude constitui motivo de preocupação para o Mestre, que não dizer de nós mesmos, nos círculos carnais ou nas esferas que lhes são imediatas, dentro das obrigações que nos competem na sagrada realização do bem eterno? Cristo não se refere à necessidade de falar das obras de Deus, mas, sim, de construí­las a seu tempo. Não ignoramos que, sendo Ele o Enviado do Altíssimo no mundo, os discípulos da Boa Nova são, a seu  turno, os mensageiros do seu  amor, nos mais recônditos lugares do orbe terrestre. Os que vibram de coração voltado para o  Evangelho são, efetivamente, emissários da Divina Lição entre os companheiros da vida material, onde quer que estejam, e bem­aventurados serão todos aqueles que aproveitarem o dia generoso, realizando em si próprios e em derredor de seus passos as obras santificadas d’Aquele que os enviou. Jamais desdenhes, desse modo, a posição em que te encontrares. Busca valorizá­la, através de todos os meios ao teu alcance, a fim de que teu esforço seja uma fonte de bênçãos para os outros e para teu próprio círculo. Nunca te esqueças de aproveitar o tempo na aquisição de luz, enquanto é dia.

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Evolução

25 jan / 2015
Escrito por Alan Diniz

É da natureza humana procurar entender a vida, tanto no seu aspecto biológico como na sua essência espiritual. A busca do conhecimento obedece a um comando interior. É de lá que tem início o impulso primário da evolução da espécie, numa ânsia de mais ver e de mais entender.

Um determinismo sublime que submete a vida ao progresso incessante.Nada freia o progresso, a evolução é uma lei. As observações metódicas permitiram ao homem do mundo compreender a mecânica dos reflexos físicos, e mais adiante conhecer algumas particularidades dos impulsos atávicos e condicionados que a mente dispõe.

Esse movimento de busca incessante do conhecimento, concedeu à inteligência humana a possibilidade de compreender alguns aspectos das tendências, dos instintos e da razão.A evolução humana segue etapas de progressos e de conquistas.Um dia, no passado longínquo, nossa maior e melhor manifestação era o reflexo físico, que nos defendia das agressões naturais do meio em que convivíamos.

Mais tarde, num grande salto de conquistas, a lei da evolução nos proporciona o instinto, como barreira de proteção da própria espécie e guia seguro para novas descobertas.Alcançando o patamar mais alto de nossa condição, a razão desponta na mente humana, como uma Luz intensa clareando os caminhos, e fornecendo à raça humana a possibilidade de progredir numa velocidade surpreendente.

Tudo já existia na semente inicial, entretanto, a cada momento o seu prêmio. Reflexo, Instinto e Razão são conquistas indestrutíveis e imutáveis, que despontaram no momento certo e necessário.Um dia, a Razão e a Lógica nos conduzirão para um estágio superior que ainda desconhecemos, e nos trará mais Luz, mais entendimento e mais compreensão.

Tenho comigo que a bondade e o amor devem fazer parte dos ingredientes para essa nova conquista. A espiritualização deve ser o método mais adequado para tais destinos.Se o Instinto nos forneceu o impulso, se a Paixão definiu a inclinação emocional e a Razão nos ofertou o raciocínio, acredito que, em algum momento, a Fraternidade, a Bondade e o Amor nos aproximarão dessa Causa Primária e Divina, criador do Céu e da Terra, que por nós foi reconhecido e aceito como Deus.

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Caminho, Verdade e Vida – Chico Xavier – Emmanuel -NA PROPAGANDA – 19

18 jan / 2015
Escrito por Alan Diniz

“E dir­vos­ão: Ei­lo aqui, ou, ei­lo ali; não vades, nem os sigais.”
Jesus (LUCAS, 17: 23) 

As exortações do Mestre aos discípulos são muito precisas para provocaremqualquer incerteza ou indecisão.
Quando tantas expressões sectárias requisitam o Cristo para os seus desmandos intelectuais, é justo que os aprendizes novos, na luz do Consolador, meditem a elevada significação deste versículo de Lucas.
Na propaganda genuinamente cristã não basta dizer onde está o Senhor. Indispensável é mostrá­lo na própria exemplificação.
Muitos percorrem templos e altares, procurando Jesus.
Mudar de crença religiosa pode ser modificação de caminho, mas pode ser também continuidade de perturbação.
Torna-­se necessário encontrar o Cristo no santuário interior. Cristianizar a vida não é imprimir­lhe novas feições exteriores. É reformá­ la para o bem no âmbito particular.
Os que afirmam apenas na forma verbal que o Mestre se encontra aqui ou ali, arcam com profundas responsabilidades. A preocupação de proselitismo é sempre perigosa para os que se seduzem com as belezas sonoras da palavra sem exemplos edificantes.
O discípulo sincero sabe que dizer é fácil, mas que é difícil revelar os propósitos do Senhor na existência própria. É imprescindível fazer o bem, antes de ensiná­lo a outrem, porque Jesus recomendou ninguém seguisse os pregoeiros que somente
dissessem onde se poderia encontrar o Filho de Deus.

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O Raciocínio como Proposta

18 jan / 2015
Escrito por Geraldo de Tarso

Ao ler Kardec observo duas situações que impressionam.
A primeira situação é o conteúdo do estudo Espírita, organizado e enriquecido por suas considerações, tornando-o amplo, profundo e abrangente. São pesquisas realizadas ao longo de muitos anos, em lugares variados e em grupos espíritas diversos. A reunião de todas essas observações forma um corpo de doutrina filosófica que merece ser lido, meditado e estudado.
Tal conteúdo é tão espetacular, racional e lógico, que surpreende a alma não acostumada ao pensamento livre e superior. Por vezes, penso que uma vida é pouco para entender os desdobramentos científicos e filosóficos do Espiritismo.
Uma segunda situação é a maneira pela qual Allan Kardec apresenta e expõe as ideias. O que engrandece o seu trabalho é o Sentido Lógico do Método, numa retórica que destaca o conceito, amplia o entendimento e permite o confronto de opiniões. Sua obra é estruturada, com objetivos muito bem definidos, percebendo-se com clareza a intenção de informar e enriquecer o leitor com argumentos explícitos ou implícitos, óbvios e plausíveis. Além de informar, a obra de Kardec sensibiliza o leitor disposto a aprender e mexe com suas emoções. É um trabalho que transcende à sua época, e caminha pela história ajudando todo aquele que se dispõe a crescer.
Lógica e sensibilidade se unem, formando a essência de sua mensagem.
Kardec se vale de seus estudos e observações para oferecer ao leitor o produto de suas pesquisas. Reúne argumentos, prós e contras, estuda suas validades, com inferências racionais e fraternas.
Vai das premissas às conclusões, caminhando sobre o estudo e o bom senso.
O trabalho de Allan Kardec parece um farol imenso e de forte luminosidade desbravando as trevas da ignorância e dos preconceitos em que o homem está imerso.
Tamanha obra não pode, não merece e não deve ficar reclusa nas estantes.
Deve estar em cima das mesas, deve ser folheada, estudada e comparada.
Somente assim, reuniremos os conhecimentos necessários que nos permitam ampliar a própria percepção, amadurecer o sentido da busca para assimilar a realidade de uma outra vida, de uma outra dimensão que pulsa e vive nesse mesmo espaço-tempo, que os olhos humanos não veem, mas que a sensibilidade permite reconhecer.

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