Fazer acontecer

5 abr / 2015
Escrito por Alan Diniz

Ao ler os livros de Allan Kardec observamos, em toda a sua obra, a constante busca pela clareza das ideias, e a observância de uma linha de pensamento filosófico e fraternal que marca os seus textos.
Particularmente, em quase todos os capítulos do livro “A Gênese”, vemos uma preocupação invariável de traçar paralelos e pontes científicas entre a Cosmologia, a Cosmogonia e a Revelação Espírita. Essa busca pela ciência dá aos textos um caráter de grande seriedade e de grande credibilidade.
Contrariando o comportamento de muitas religiões seculares, que se fecharam em seus dogmas e em suas teocracias ortodoxas, o Espiritismo nasceu olhando e buscando as descobertas científicas. Em muitos capítulos da extensa obra de Kardec encontramos a orientação para permanecermos ao lado da verdade científica, e não se submeter ao domínio da fé cega.
Se estudarmos as teses Espíritas, de ânimo livre de preconceitos, e tendo a cautela de permanecer com a Lógica o Bom Senso, observaremos uma aproximação quase geral da Doutrina Espírita com os principais avanços da ciência médica e da física relativista do século XX.
Todos nós precisamos estudar mais, ler o que convém, pensar na harmonia do Universo, e reconhecer a realidade do Espírito, que se impõe de maneira incontestável como verdade que exalta a vida e desafia a morte do corpo transitório.
O Espírito pré-existe ao fenômeno do nascimento, e subexiste ao término da existência terrena. Enquanto a vida no mundo vai sendo compreendida como uma realidade transitória, a vida do Espírito assume o caráter de eternidade em perene evolução, na continuação dessas vivências em experiências maiores.
A informação da realidade espiritual chegou ao mundo, por ação ostensiva dos Espíritos, nas variadas manifestações mediúnicas. Essa ação espiritual organizada alcançou todas as sociedades, deixando marcas e registros que atestam a veracidade da vida, depois da vida.
Cada um de nós tem uma grande responsabilidade nesse momento. O fato, é que já conhecemos a realidade do Espírito e vivemos na prática o intercâmbio da duas dimensões, a espiritual e a material.
Quem sabe tem o dever de estudar e divulgar, exemplificar e fazer acontecer.

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CAMINHO, VERDADE E VIDA (pelo Espírito Emmanuel) 27 NEGÓCIOS

22 mar / 2015
Escrito por Alan Diniz

 “E ele lhes disse: Por que me procuráveis? Não sabíeis  que me convém tratar dos negócios de meu Pai?” (LUCAS, 2: 49)

O homem do mundo está sempre preocupado pelos negócios referentes aos seus interesses efêmeros. Alguns passam a existência inteira observando a cotação das bolsas. Absorvem­se outros no estudo dos mercados. Os países têm negócios internos e externos. Nos serviços que lhes dizem respeito, utilizam­se maravilhosas atividades da inteligência. Entretanto, Caminho, veradade e vidaapesar de sua feição respeitável, quando legítimas, todos esses movimentos são  precários e transitórios. As bolsas mais fortes sofrerão crises; o comércio do mundo é versátil e, por vezes, ingrato. São muito raros os homens que se consagram aos seus interesses eternos. Freqüentemente, lembram­se disso, muito tarde, quando o corpo permanece a morrer. Só então, quebram o esquecimento fatal. No entanto, a criatura humana deveria entender na iluminação de si mesma o melhor negócio da Terra, porquanto semelhante operação representa o interesse da Providência Divina, a nosso respeito. Deus permitiu as transações no planeta, para que aprendamos a fraternidade nas expressões da troca, deixou que se processassem os negócios terrenos, de modo  a ensinar­nos, através deles, qual o maior de todos. Eis por que o Mestre nos fala claramente, nas anotações de Lucas: —  “Não sabíeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?”

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Oração pelos quase mortos

22 mar / 2015
Escrito por Alan Diniz

Senhor Jesus!…

Enquanto os irmãos da Terra procuram a nós outros – os companheiros desencarnados – nas fronteiras de cinza, rogando-te amparo em nosso favor, também nós, de coração reconhecido, suplicamos-te apoio em auxílio de todos eles, principalmente considerando aqueles que correm o risco de se marginalizarem nas trevas!… Pelos que perderam a fé, recusando o sentido real da vida, e jazem quase mortos de desespero; pelos que desertaram das responsabilidades próprias, anestesiando transitoriamente o próprio raciocínio, e surgem quase mortos de inanição espiritual; pelos que se entregaram à ambição desmesurada a se rodearem sem qualquer proveito dos recursos da Terra, e repontam do cotidiano quase mortos de penúria da alma; pelos que se hipertrofiaram na supercultura da inteligência, gelando o coração para o serviço da solidariedade, e aparecem quase mortos ao frio da indiferença; pelos que acreditaram na força ilusória da violência, atirando-se ao fogo da revolta, e se destacam quase mortos de angústia vazia; pelos que se perturbaram por ausência de esperança, confiando-se ao desequilíbrio, e se revelam quase mortos de aflição inútil; pelos que abraçaram o desânimo por norma de ação, parando de trabalhar, e repousam quase mortos de inércia; e pelos que se feriram ferindo aos outros, encarcerando-se nas cadeias da culpa, e estão quase mortos de arrependimento tardio!…

Senhor!…
Para todos os nossos irmãos que atravessam a experiência humana quase mortos de sofrimentos e agravos, complicações e problemas criados por eles mesmos, nós te rogamos auxílio e bênção!…
Ajuda-os a se libertarem do visco de sombra em que se enredaram e traze-os de novo à luz da verdade e do amor, para que a luz do amor e da verdade lhes revitalize a existência a fim de que possam encontrar a felicidade real contigo, agora e para sempre.

Emmanuel
(Mensagem psicografada por Francisco Cândido Xavier. Do livro Na Era do Espírito – Edição GEEM)

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76 – Fr ancisco Cândido Xavier 64 O TESOURO MAIOR

15 mar / 2015
Escrito por Alan Diniz

“Porque, onde estiver o vosso tesouro, ali estará também  o vosso coração.” Jesus (LUCAS, 12: 34)

No mundo, os templos da fé religiosa, desde que consagrados à Divindade do Pai, são departamentos da casa infinita de Deus, onde Jesus ministra os seus bens aos corações da Terra, independentemente da escola de crença a que se filiam. A essas subdivisões do eterno santuário comparecem os tutelados do Cristo, em seus diferentes graus de compreensão. Cada qual, instintivamente, revela ao  Senhor onde coloca seu tesouro. Muitas vezes, por isso mesmo, nos recintos diversos de sua casa, Jesus recebe, sem resposta, as súplicas de Caminho, veradade e vidainúmeros crentes de mentalidade infantil, contraditórias ou contraproducentes. O egoísta fala de seu  tesouro, exaltando as posses precárias; o avarento  refere­se a mesquinhas preocupações; o  gozador demonstra apetites insaciáveis; o  fanático repete pedidos loucos. Cada qual apresenta seu capricho ferido como sendo a dor maior. Cristo  ouve­lhes as solicitações e espera a oportunidade de dar­lhes a conhecer o tesouro imperecível. Ouve em silêncio, porque a erva tenra pede tempo destinado ao processo  evolutivo, e espera, confiante, porquanto  não prescinde da colaboração dos discípulos resolutos e sinceros para a extensão do divino apostolado. No momento  adequado, surgem esses, ao seu  influxo sublime, e a paisagem dos templos se modifica. Não são apenas crentes que comparecem para a rogativa, são  trabalhadores decididos que chegam para o trabalho. Cheios de coragem, dispostos a morrer para que outros alcancem a vida, exemplificam a renúncia e o desinteresse, revelam a Vontade do Pai em si próprios e, com isso, ampliam no  mundo a compreensão do tesouro maior, sintetizado na conquista da luz eterna e do amor  universal, que já lhes enriquece o espírito engrandecido.

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A Visão e a Consciência ingênua diante da Percepção e a Consciência Crítica

15 mar / 2015
Escrito por Geraldo de Tarso

A humanidade tem se surpreendido todos os dias com as novas conquistas e as novas descobertas.

Por muitos séculos a inteligência do homem teorizou, cultivou, praticou e viveu a ciência pela métrica de seus olhos. Seu entendimento assentava-se na compreensão de todos os fenômenos, à luz dos conhecimentos simples e primários de cada época.

Foi assim que surgiram as primeiras e grandes teorias da ciência oficial, que buscavam explicar algumas razões da vida e alguns mistérios da morte. Tudo se baseava no que se via, no que se palpava e no que se ouvia. Essa tríade formava a base científica da observação.

A visão física era o instrumento e o farol luminoso que sondava o espaço que se via. A consciência da época borbulhava nas concepções primárias e ingênuas de uma sociedade que vivia os sentidos da matéria.

Com o espetacular progresso científico e os avanços das concepções críticas, somados ao advento do Espiritismo, em seu aspecto científico e filosófico, deram à humanidade recursos mais completos para a compreensão da vida e, dessa maneira, mudaram as bases da pesquisa, sobre as quais se assentam as buscas das novas fronteiras do espaço sideral.

A Visão foi a ponte que nos trouxe para o outro lado da margem. A Visão evoluiu e inaugurou a era da Percepção Espiritual, que se vale não apenas dos recursos oculares da matéria densa, mas também se ocupa da sensibilidade que alma dispõe.

A consciência, outrora ingênua, vai ganhando porte de sabedoria, avaliando com mais critério, analisando com mais fundamento, comparando com mais teorias e percebendo com mais abrangência. O que antes era ingênuo, agora se torna crítico.

Vivemos um novo momento em nossa evolução.

O momento atual nos pede mais atenção. Não se pode mais viver as conquistas atuais com os pés fincados nas concepções do passado. Vivemos a época do homem integral, do homem instruído, do homem espiritual.

Com os recursos que a Doutrina Espírita nos oferece, passamos a viver a época onde se consagra a existência do Espírito, que sobrevive e se perpetua além da morte, enquanto a ciência nos oferece o conhecimento da anti-matéria, do bóson de Higgs e dos fantásticos conhecimentos da Força Gravitacional que regula e modula o universo.

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